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domingo, 22 de abril de 2012

PARÁBOLA DO JOGO DE FRESCOBOL


Havia um grande empresário, poderoso “capitão de indústria”, que entre as suas inúmeras empresas tinha uma que estava com um problema muito sério.

Percebia uma altíssima competitividade entre os seus empregados. Havia muita disputa por cargos, muitas “panelinhas” se formavam, sabotagens e traições eram praticadas e o resultado final de tudo isso era um trabalho de baixíssima qualidade e eficiência comprometendo seriamente a lucratividade e a saúde daquela empresa.

Resolveu que para que aquela empresa sobrevivesse era preciso fazer uma “limpa” no seu quadro de pessoal, mas como era um homem bom e justo achou por bem dar mais uma oportunidade ao se pessoal e, convidou toda a equipe daquela empresa para passar um fim de semana num clube no campo.

Ao chegarem no clube os empregados perceberam que não tinham muita coisa para fazer. Para passar o tempo apenas uma quadra de tênis e uma quadra de frescobol e raquetes para os dois jogos.

Logo se dividiram em 2 grupos: 1 grupo foi para a quadra de tênis e outro para a quadra de frescobol.

O grupo da quadra de tênis, logo se dividiu em equipes e em torcidas e iniciaram um torneio para as equipes competirem entre e si e ver qual delas era a melhor. Como em qualquer competição era preciso criar regras claras para o jogo e, ainda assim, nomear um juiz para interpretar as regras e resolver os conflitos entre as equipes. As torcidas vaiavam as equipes adversárias e os jogadores procuravam para superar os adversários explorar as suas deficiências. Uma “bola boa” devia ser devolvida como uma “bola ruim”. Uma das jogadas mais eficazes era “quebrar o serviço”. Muitos lances duvidosos, muita discussão, muita briga e xingamentos às decisões do juiz, as torcidas vaiavam, brigavam com as torcidas adversárias e às vezes entre os seus próprios membros.

O grupo que foi para a quadra de frescobol logo percebeu que a graça do jogo estava em não deixar a bola cair e que os jogadores deveriam se esforçar ao máximo para evitar que isso acontecesse. Uma bola “ruim” devia ser devolvida como uma bola “boa” e que ao invés de se aproveitarem das deficiências do outro jogador deveriam se empenhar para corrigi-las a benefício do jogo. A grande jogada do frescobol é “servir”. Como a intenção era não deixar a bola cair todos se uniam no mesmo objetivo não havendo necessidade de regras para administrar conflitos já que estes não existiam. Não havia torcida para os jogadores, nem necessidade de “juizes” para julgar os lances duvidosos. Os expectadores torciam para a bola não cair o que criava um clima de camaradagem e colaboração entre todos os participantes.

Em que grupos será que na 2a feira seguinte a este fim de semana o empresário escolherá os que iriam continuar na empresa e os que seriam demitidos?

Assim somos nós no “jogo da vida” só existem duas opções: ou escolhemos ser “jogadores de tênis” ou “jogadores de frescobol”.

A qual dos dois grupos estaria se referindo o Senhor Jesus quando enunciou as “Bem Aventuranças”, que abrem o Sermão da Montanha?