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domingo, 22 de abril de 2012

PARÁBOLA DA TIA AUSTRALIANA


Era um homem endividado que não tinha como saldar as suas dívidas. Devia a “Deus e a todo mundo”, estava “pendurado” no cheque especial, cartão de crédito cortado, nome no SPC, títulos protestados. Os amigos tinham se afastado dele por não agüentarem mais seus pedidos de empréstimo sem saldar as dívidas antigas.

Num dia de total desespero sem saber o que fazer para sair daquela situação esse homem recebe um telegrama de uma firma de advocacia na Austrália, comunicando o falecimento de uma tia avó, que ele nem sabia que existia. A tia havia lhe deixado uma herança de US$ 20 milhões e ele tinha o prazo de 6 meses para tomar posse desta herança sob pena da mesma ser revertida para os cofres do Governo.

O homem não sabia se ria ou se chorava. Ali estava a solução de todos os seus problemas, mas onde arrumar o dinheiro da passagem?

Procurou as companhias de aviação, mas seu nome estava sujo na praça e para ele só vendiam a passagem em dinheiro. Procurou o gerente do seu banco, com o telegrama na mão, mas o gerente nem quis recebê-lo enquanto ele não amortizasse pelo menos parte da dívida. Os amigos, achando que era mais um golpe para arrumar dinheiro não quiseram nem conversa.

No auge do desespero, pensando já na perda da fortuna, ele se aproxima do Cais do Porto e se depara com um aviso de que um pequeno navio cargueiro, velho e sujo, de partida para a Austrália, está contratando faxineiros para a viagem que duraria seis meses.

Exatamente os seis meses de prazo que ele precisava para tomar posse da herança!

Sem pestanejar ele aceita o trabalho duro naquele navio velho e perigoso, pensando na fortuna que lhe esperava ao fim da viagem e nem sente o tempo passar.

Assim acontece, na Erraticidade com os Espíritos endividados perante a Lei do Senhor. A todos é oferecida uma encarnação num pequeno planeta de Expiação e Provas, para no fim deste tempo, se bem executadas as tarefas, muitas vezes duras e arriscadas, tomarem posse da herança de Felicidade que aguarda os Espíritos Redimidos perante o Criador.


Marlio Lamha