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quarta-feira, 4 de abril de 2012

A CRISE EUROPÉIA

A  respeito  da  crise  que,  na
atualidade, se abate sobre a
Europa, meditemos no que
escreveu  Emmanuel,  através  de
Chico  Xavier,  na  obra  intitulada
“Emmanuel”,  no  capítulo  XIII,  “A
Europa Moderna em Face do
Evangelho”. O livro é de 1937!
“Aventam-se todas as hipóteses
com o objetivo de  verificar-se na
Europa, eixo das atividades
políticas  do  mundo,  um  grande
movimento de unificação e de paz,
chegando-se  à  tentativa  de  uma
frente única europeia, para evitar a
queda  irremediável  da  civilização
do Ocidente. Essa frente única  é,
porém, impossível. Não existe ali a
unidade  espiritual  necessária  à
consecução desse grandioso
projeto. Apenas o Cristianismo, se
não fossem os desvios lamentáveis
da Igreja Romana, poderia fornecer
essa intangibilidade de fé a todos
os espíritos. Mas a obra cristã ali se
encontra virtualmente degenerada. E, em virtude de semelhantes
desequilíbrios,  todos  os  ideais
antifraternos foram desenvolvidos
no Velho Mundo, intensificando-se
o regime  de  separatividade  entre
as nações (...)”.
“A ilação dolorosa que se pode
extrair da situação atual é a de que
essas sociedades foram edificadas
à  revelia  do  Evangelho,  necessitando  as  suas  bases  de  mais
profundas transformações. Fundadas com o rótulo de Cristianismo,
elas não o conheceram. À sombra
do Deus antropomórfico que
criaram para as suas comodidades, inverteram todas as lições
do  Salvador,  em  cujo  ideal  de
fraternidade e pureza asseveraram
progredir  e  viver.  Distanciadas,
porém,  como  se  encontram,  de
uma  identidade  perfeita  com  os
estatutos  evangélicos,  as  sociedades europeias sucumbem sob o
peso da  sua opulência miserável.
Suas  fontes  de  cultura  acham-se
visceralmente  envenenadas  com
as suas descobertas e ciências, que
são  recursos  macabros  para  a
destruição  e  para  a  morte.  Não
existe, ali, nenhuma unidade
espiritual, à base do espírito
religioso, mantenedora do
progresso coletivo.

Como  poderá  persistir  de  pé
uma civilização dessa natureza, se
todos os seus trabalhos objetivam
o  extermínio  dos  mais  fracos,
estabelecendo o condenável
critério da força? O Ocidente terá
de  conhecer  uma  vida  nova.  Um
sopro admirável de verdades há de
confundir os seus erros seculares.
As sociedades edificadas na
pilhagem hão de purificar-se,
inaugurando o seu novo regime à
base da lição fraterna de Jesus.

“Esperemos, confiantes, a
alvorada luminosa que se
aproxima, porque, depois das
grandes  sombras  e  das  grandes
dores  que  envolverão  a  face  da
Terra, o Evangelho há de criar, no
mundo inteiro, a verdadeira
Cristandade”

JORNAL DA MEDIUNIDDADE
UBERABA - MG