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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Técnicas de projeção


Pela segunda vez a revista Caminho Espiritual aborda o tema projeção astral. A primeira foi na edição nº02, em 2007.
De lá para cá o número de pessoas interessadas em pesquisar sobre o assunto tem aumentado cada vez mais.Eu mesmo, como pesquisador espiritualista, aprendi muito.
Essa edição é dedicada aos que estão se iniciando na área da projeciologia, mas, obviamente que aqueles que já possuem um conhecimento, tanto teórico quanto prático, também vão tirar proveito deste trabalho, pois tive a honra de contar com novos artigos, assim como entrevistas exclusivas com alguns dos principais projetores do Brasil.
Quero deixar claro que o assunto merece amplos estudos, seja através de livros ou cursos na área. Para saber quais livros e cursos, sugiro alguns sites:
www.ippb.org.br / www.viagemastral.com / www.centrodeestudos.org
www.cefle.org.br / www.rcespiritismo.com.br / www.consciencial.org

Também sugiro a leitura da nossa edição 02, quando foi abordado o tema pela primeira vez.

Quero aproveitar este editorial para divulgar uma técnica com o objetivo de facilitar a projeção astral. Ela é do professor Wagner Borges, coordenador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB – de São Paulo. No site www.ippb.org.br tem várias outras técnicas!

1) Sentado confortavelmente, erga os pensamentos e sentimentos ao Supremo e se conecte às forças criativas que operam invisivelmente a favor de todos os seres em todas as dimensões.
2) Manifeste grande abertura mental e profunda boa vontade de crescer espiritualmente e ser útil à existência.
3) Leve a atenção para as plantas dos pés e visualize uma camada de energia amarelo-claro aderida nelas (algo semelhante a uma pasta energética de uns três centímetros de espessura).
4) Mantenha a atenção nessas camadas luminosas por cerca de três minutos. Faça isso de maneira pacífica, sem agitação. Apenas preste atenção na luminosidade das plantas dos pés.
5) Leve a atenção para as palmas das mãos e visualize uma camada luminosa aderida nelas também.
6) Mantenha a atenção na luminosidade das mãos por cerca de três minutos.
7) Preste atenção na luminosidade das plantas dos pés e das palmas das mãos ao mesmo tempo. Fique assim por cerca de dois minutos.
8) Leve a atenção para o meio do peito. Visualize uma esfera luminosa crescendo dentro da região central toráxica (semelhante a um autêntico sol que suavemente desponta no meio do peito).
9) Preencha esse sol peitoral com amor, paz e boa vontade. Sua luz é suave e serena. Sinta-se bem por estar nessa luz!
10) Deite-se em decúbito dorsal.
11) Preste atenção, ao mesmo tempo, na massa luminosa das plantas dos pés, das mãos e no sol peitoral.
12) Leve a atenção para o topo da cabeça (chakra coronário) e transforme seu cabelo em uma massa luminosa e espalhe-a suavemente pela cabeça (no caso de pessoas calvas e carecas, visualizar a massa luminosa diretamente).
13) Mantenha sua atenção nisso e procure pensar na palavra “consciência”. Caso não consiga manter a atenção na cabeça, fixe-a em algum dos pontos anteriores.
14) Entregue-se às sensações decorrentes dessa prática e mergulhe serenamente na luz de sua própria divindade.
15) Adormeça com a consciência tranquila, predisposta para o despertar extrafísico sadio.

O que é projeção astral ?


Projeção da Consciência é a capacidade que todo ser humano tem de projetar a sua consciência para fora do corpo físico. Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo da doutrina ou corrente de pensamento que a mencione.
Por exemplo: Viagem Astral (Esoterismo), Projeção Astral (Teosofia), Experiência Fora do Corpo (Parapsicologia), Desdobramento, Desprendimento Espiritual ou Emancipação da Alma (Espiritismo), Viagem da Alma (Eckancar), Projeção do Corpo Psíquico ou Emocional (Rosacruz), Projeção da Consciência (Projeciologia), etc.
É sabido, desde a mais remota antigüidade, que a "Experiência Fora do Corpo" é um fato, envolvendo técnicas nítidas de cunho científico. Porém, devido ao desconhecimento sobre o assunto, grupos desinformados geraram fantasias sobre os "perigos" que envolveriam o processo, aliás inexistentes. Desse desconhecimento advieram reservas e idéias errôneas, ficando o assunto restrito à uma minoria com pseudo controle e domínio de suas técnicas e conseqüências.
Hoje, a "Projeciologia" insere-se na Parapsicologia como ciência adstrita, digna do maior crédito, contando com pesquisadores de vulto como Wagner Borges, Waldo Vieira, Sylvan Muldoon, Hereward Carington, Robert A. Monroe, entre tantos outros nacionais e internacionais, em vasta bibliografia.
Projeção voluntária e involuntária
Na projeção involuntária, a pessoa sai do corpo sem querer e não entende como isso aconteceu. Geralmente, a pessoa se deita e adormece normalmente. Quando desperta, descobre que está flutuando fora do corpo físico na proximidade deste ou à distância, em locais conhecidos ou desconhecidos. Em alguns casos, a projeção ocorre antes mesmo da pessoa adormecer. Na maioria das projeções involuntárias, a pessoa projetada observa seu corpo físico deitado na cama e fica assustada, imaginando que está desencarnada. Alguns projetores ficam tão desesperados que mergulham no corpo físico violentamente na ânsia de escapar daquela situação estranha. Outros pensam que estão vivendo um pesadelo e procuram desesperadamente acordar seu corpo físico.
Entretanto, outras pessoas que se projetam involuntariamente se sentem tão bem nessa situação que nem se questionam sobre que fato é aquele, como ocorreu e por quê. A sensação de liberdade e flutuação é tão boa que nada mais importa para elas. Ao despertar no corpo físico, algumas imaginam que aquela vivência era um sonho bom. Muitos sonhos de vôo e de queda estão relacionados diretamente com a movimentação do psicossoma durante a projeção.
Existem as projeções voluntárias, nas quais a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue. Nesse caso, o projetor comanda o desenvolvimento da experiência e está totalmente consciente fora do corpo; pode observar seu corpo físico com tranqüilidade; viajar à vontade para lugares diferentes no plano físico ou extrafísico; encontrar com outros projetores ou com entidades desencarnadas. Pode voar e atravessar objetos físicos, entrando no corpo físico à hora que desejar.
Na projeção voluntária, a pessoa tem pleno conhecimento do que ocorre e procura desenvolver o processo à sua vontade. Na projeção involuntária, a pessoa não tem conhecimento do que ocorre e, por isso, tem medo da experiência. Esse medo está na razão direta da falta de conhecimento das pessoas sobre o fato em questão.
Alguns sintomas
Ocasionalmente, o projetor pode sentir uma paralisia dos seus veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de prata. Essa paralisia é chamada de catalepsia projetiva ou astral. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.
Catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes quanto após a projeção. Geralmente, ela acontece da seguinte maneira: a pessoa desperta durante a noite e descobre que não pode se mover. Parece que uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Desesperada, ela tenta gritar, mas não consegue. Tenta abrir os olhos, mas também não obtém resultado. Alguns criam fantasias subconscientes imaginando que um espírito lhe dominou e tolheu seus movimentos. Essa catalepsia é benigna e pode produzir a projeção se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico. Ela não apresenta nenhum risco, pelo contrário, é totalmente inofensiva.
Portanto, se você se encontrar nessa situação em uma noite qualquer, não tente se mover. Fique calmo e pense firmemente em sair do corpo e flutuar acima dele. Não tenha medo nem ansiedade e a projeção se realizará.
Caso não pretenda se arriscar e deseje recuperar o controle de seu corpo físico, basta tentar com muita calma mover um dedo da mão ou uma pálpebra, que imediatamente, readquirirá o movimento.
Além da catalepsia projetiva, podem ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a sensação de estar "escorregando" ou caindo por um buraco e despertam sobressaltadas. Isso acontece devido a uma pequena movimentação do psicossoma no interior do corpo físico.
ESTADO VIBRACIONAL - São vibrações intensas que percorrem o psicossoma e o corpo físico antes da projeção. Algumas vezes, essas vibrações se intensificam e formam anéis energéticos que envolvem os dois corpos. Ocasionalmente, o estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido ou ruído estridente que incomoda o projetor. Na verdade, essas vibrações são causadas pela aceleração das partículas energéticas do psicossoma, criando assim um circuito fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e têm como finalidade a separação dos dois corpos...
Fonte: www.ippb.org.br

Mediunidade


O termo médium foi criado por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, em 1861, quando publicou a primeira edição de O Livro dos Médiuns. A palavra vem do latim e significa intermediário ou intérprete, mas Kardec a adotou para designar "toda pessoa que sente a influência dos espíritos, em qualquer grau de intensidade".
Para Kardec e os espíritas, portanto, médium é aquela pessoa que serve de intermediária ou intérprete entre o mundo dos "vivos" e o mundo dos "mortos".No entanto, os fenômenos espirituais são muito mais antigos que isso, tão antigos quanto o próprio ser humano e anteriores a qualquer religião, e sempre estiveram presentes, de forma muito natural, nas mais diferentes culturas, tradições e épocas. E nós vamos encontrar o contato com o "mágico" ou o "sobrenatural" entre os celtas, os hebreus, os gregos, os romanos, os sírios, os persas, os hindus, os egípcios, os chineses, os xamãs das mais diversas origens, etc.

O contato com o mundo espiritual foi sempre muito comum, principalmente nos meios religiosos, embora tivesse outros nomes e objetivos. Nas tribos humanas primitivas, as manifestações "mágicas" quase sempre denotavam a presença de espíritos ("almas" ou "sombras" dos mortos). Nas atividades religiosas das civilizações antigas, a consulta e a comunicação com "deuses" e "forças espirituais" eram comuns, ainda que não se falasse exatamente em médiuns e mediunidade, uma vez que, naqueles tempos, as pessoas com a faculdade de se comunicar com espíritos ou forças correspondentes eram chamadas de sacerdotes, magos, feiticeiros, pajés, santos, profetas, oráculos, pitonisas, etc., o que não impedia, no entanto, que a capacidade de comunicação espiritual estivesse presente, ainda que só potencialmente, em todas as pessoas.

Kardec teve, sem dúvida, o grande mérito de ter sido, provavelmente, um dos primeiros a sistematizar o estudo desses fenômenos e das pessoas com quem eles ocorriam, coletando, organizando, classificando e, principalmente, popularizando informações que estavam dispersas pelos mais variados pontos do mundo e da história e em poder de alguns poucos privilegiados, mas não criou os fenômenos. Assim, embora o termo médium seja relativamente recente e, talvez, o mais popular para pessoas com esse tipo de capacidade, o fenômeno, em si, é tão antigo quanto a própria humanidade, independente de região, época, cultura e religião, e sempre foi vivenciado de forma muito natural.

É por esta razão que mediunidade não pode e nem deve ser encarada como algo religioso, nem como propriedade de qualquer religião, e muito menos como patologia, mas apenas como uma das manifestações transcendentes da consciência, com aspectos que envolvem não só a dimensão espiritual do homem, mas também a sua dimensão física e psicológica, devendo ser estudada e trabalhada em conjunto com a Psicologia e a Medicina. Hoje, já existem pesquisas nesses campos que apontam o caráter orgânico da mediunidade e dos fenômenos psicoespirituais, obrigando-nos a uma revisão dos conceitos estabelecidos, bem como de todos os procedimentos e modos de se tratar esses fenômenos.

Além disso, é preciso observar que muitos fenômenos considerados mediúnicos ou resultantes da influência de espíritos, são, na verdade, fenômenos da consciência, do próprio ser encarnado, cuja dinâmica e sensibilidade levam a entrar em contato direto com aspectos ainda não completamente conhecidos ou compreendidos de sua própria condição humana ou de seu próprio inconsciente. Por isso, antes de trabalhar a mediunidade ou a paranormalidade, é preciso trabalhar o suposto médium, o suposto paranormal, ajudando-o a se equilibrar e entender melhor o que acontece com ele e por quê.

Os chamados fenômenos espirituais não podem, portanto, continuar a ser tratados como artigo religioso ou subproduto da religião, nem ser simplesmente classificados como patológicos, uma vez que são fenômenos naturais, inerentes à condição humana. É preciso, assim, uma nova visão sobre a essa capacidade natural que nos coloca frente a frente com a nossa verdadeira essência, proporcionando-nos autoconhecimento e desenvolvimento pessoal e espiritual.
Faça o curso de mediunidade com Maísa Intelisano, em São Paulo!
Informações: www.maisaintelisano.com.br

domingo, 23 de dezembro de 2012

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Deficiência: Irritabilidade Antideficiência: Temperança


Esta deficiência violenta o caráter, ocasionando abatimento no ânimo de quem a padece. Esconde-se às vezes por detrás de uma modalidade aparentemente calma, e também sob a aparência jovial do indivíduo.
Tem origem numa alteração psíquica e nervosa ocasionada por conflitos internos com os quais muito têm a ver o sentir e o pensar. Revela um estado quase permanente de desgosto e dá lugar a manifestações contraditórias do ânimo. A um instante de otimismo se segue bruscamente outro de pessimismo; a um de prazer, outro de azedume; e assim sucessiva e inevitavelmente. No fundo, oculta-se um descontentamento que aflora à superfície por qualquer circunstância propícia. É um misto de amargura e violência, uma alergia mental que provoca frequentes crises no ânimo. Daí que o irritável reaja, geralmente, por motivos mais aparentes que reais.
 
A irritabilidade é um fator de perturbação psíquica e moral que atraiçoa constantemente o próprio sentir
Produzido o descontrole mental, o ser se torna presa fácil da violência, a qual, mesmo quando temperada pela boa educação, manifesta a desafinação na conduta e, por conseguinte, o desconcerto no semelhante.
Esta deficiência se acentua quase sempre por indução de outras formas negativas de sentir, como a inveja, por exemplo, que costuma oferecer múltiplos motivos para a reação violenta do ânimo, trate-se do êxito de fulano, da facilidade com que beltrano solucionou seus problemas, ou de qualquer outro motivo que comova a pessoa em sua pretensão de triunfadora única.
A ação destruidora e deprimente desta deficiência será contida pela temperança, sedativo psicológico que modera as rudezas do temperamento até a sua total extinção.
Em sendo a temperança uma virtude conatural, seu possuidor a traz consigo como sinal de seu avanço na grande experiência evolutiva.
Quando se trata de adquiri-la para opô-la a uma deficiência como a irritabilidade, é necessário o maior e mais persistente esforço, até alcançar a satisfação do propósito. O simples intento de consegui-lo debilita em certo grau a deficiência, ainda que isso seja apenas o primeiro passo. Será preciso fazer muito mais; será preciso experimentar a fundo as delícias proporcionadas pelo prazer de domar uma característica tão pouco favorável, e que põe em guarda a todos aqueles que convivem com quem revelou ser sua vítima. 
Trechos extraídos do livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, p. 70


Por Augusto Cury


Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais. Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas, falamos palavras e
temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.

Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico. Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos. Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama. Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves,só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados. Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.

O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona. O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito, pela própria inteligência.

Quem faz a oração dos sábios, não é escravo do binômio do bateu-levou. Quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não pensa nas consequências de seus atos. Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do auto controle.

Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância. Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais. Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade. O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos.
O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.

É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar. É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.

Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência. Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzí-la.

Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzí-la com sua fama, mas ela não se deixou achar. Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “...Eu me escondo nas coisas simples e anônimas...”.

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alegria do natal



AGRADEÇO, Jesus,



A bênção do Natal que nos renova e aquece

Em vibrações de paz aos júbilos da prece,

Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!...

Agradeço a mensagem que te exalta,

Reacendendo o Sol da Nova Era

Nos cânticos da fé viva e sincera

Que nos refaz e eleva o coração.

Agradeço as palavras em teu nome,

Naqueles que conheço ou desconheço,

Que me falam de ti com bondade sem preço,

Conservando-me em ti, seja em que verbo for,

E as afeições queridas que me trazem,

Por teu ensinamento que me alcança,


A sublime presença da esperança 

Ante a força do amor.

Agradeço o conforto

De tudo o que recebo em forma de ternura,

Na mais singela flor que me procura

Ou na prece de alguém

E as generosas mãos que me auxiliam

A repartir migalhas de consolo,

Seja um simples lençol ou um simples bolo

Para a festa do bem.

Agradeço a saudade

Dos entes que deixei noutros campos do mundo,

Que me deram contigo o dom profundo

De aprender a servir, de entender e de orar,

Os afetos que o tempo me resguarda

Sob fulgurações que revejo à distância,

Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância

Nas promessas do lar!...

Por tudo em que o Natal se revela e se expande

A envolver-nos em notas de alegria

Que o teu devotamento nos envia

Em carícias de luz,

Pelo trabalho que nos ofereces,

Perante a fé maior que hoje nos invade,

Para a edificação da Nova Humanidade,

Sê louvado, Jesus!...



Autor: Maria Dolores
Psicografia de Chico Xavier

VAMOS AJUDAR, GENTE !


Queridos amigos:
Estamos vendendo o nosso tradicional Rifão de Natal da Casa de Francisco de Assis – www.casadefranciscodeassis.org.br , mantenedora da Creche Santa Clara, com 73 crianças, e que nos ajuda a pagar o 13º e férias dos nossos 33 funcionários.
Serão 1000 números, e cada número dá direito a 3 prêmios:
1º prêmio: 1 cestão com 30 itens de 1ª qualidade para fazer uma bela ceia de Natal (a lista dos itens que compõe a cesta está no final do e-mail)
2º prêmio: 1 TV de LED de 19 polegadas
3º prêmio: 1 bicicleta de 21 marchas aro 26
O sorteio será realizado no dia 15/12 – sábado pela Loteria Federal
Valor da Rifa: R$ 15,00 (Quinze reais).
Caso queiram comprar, é só falar que separo os números, ou ligue para 2265-9499/2557-0100 Ramal 5 e fale com a Gisley, compre pelo menos 1 número, e já estará dando uma grande colaboração para a continuidade dos nossos trabalhos.
Agradeço antecipadamente a sua ajuda e desejo a todos um Feliz  Natal!
Beth Bomfim
Lista dos itens do cestão:
01     03 kg de Bacalhau                                               16   01 Vidro de Palmito
02     02 kg de Castanha Portugues                           17   01 Vidro de Azeite extra-virgem
03     01 kg de Castanha do Pará                                18   01 Vidro de Azeitona Verde
04     01 kg de Nozes                                                     19   01 Vidro de Azeitona Preta
05     01 kg de Amêndoas                                             20   01 Vidro de Cereja
06     500 g de Passas                                                    21   01 Garrafa de Whisky Escocês
07     500 g de Figos secos                                           22   02 Garrafas de Prosecco
08     500 g de Ameixas                                                23   02 Garrafas de Vinho tinto Chileno ou Argentino
09     01 pct de Tâmaras                                               24   01 Panetone
10     01 pct de Frutas Cristalizadas                           25   01 Caixa de Bombons
11     01 pct de Damasco                                             26   01 Caixa de Biscoito Champagne
12     500 g de Castanha do Caju                                27   48 Latas de Cerveja
13     01 Peru da Sadia                                                  28   06 Garrafas de Coca-Cola de 2 litros
14     01 Tender                                                              29   01 Lata de Pêssegos em calda
15     01 Pernil                                                                30   01 Lata de Abacaxi em calda

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mais um natal se aproxima. Vamos relembrar ?

Perguntas e respostas sobre mediunidade


01- Qual o mecanismo do intercâmbio mediúnico e quais os princípios básicos em que se alicerça?
     R - para que um Espírito se comunique é preciso que se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada, mecanismo básico que se desdobra de acordo com o tipo de mediunidade, estado psíquico dos agentes passivo e ativo - valores espirituais etc. Sintonizado o médium com o comunicante, o pensamento deste se exterioriza através do campo físico daquele, em forma de mensagem grafada ou audível. O processo mediúnico se alicerça na sintonia das mentes, sem o que não pode haver a comunicação.
02- Para exercer mais conscientemente a sua tarefa, o que o médium deve conhecer do Plano Espiritual e das leis que o regem?
     R - O Plano Espiritual não compreende uma determinada região limitada no espaço, logo os Espíritos encontram-se em toda parte, agrupando-se por laços de afinidade. Cabe ao médium manter-se sempre em vigilância para não entrar em sintonia com as entidades em desequilíbrio, o que poderá acontecer, a qualquer momento e em qualquer lugar em que se encontre.
03- O estudo acerca da casa mental pode auxiliar o médium no exercício de sua mediunidade?
     R - Sim. É de grande importância para o melhor desempenho de sua tarefa. Sabemos que na estruturação do nosso campo mental, todas as experiências adquiridas até a última existência se sedimentam no plano do subconsciente. que as experiências da vida atual são anotadas no plano do consciente e que nossas ideações futuras vigem no superconsciente. Quando o encarnado entra em transe, o comunicante necessita encontrar na sua mente recursos para se externar e, por isso, quanto mais o médium amplia os seus conhecimentos, maior possibilidade oferece à entidade para externar a sua mensagem e quanto maior o esforço em educar-se intimamente, maior a facilidade para controlar o Espírito, mesmo durante o transe.
04- Qual a interferência dos reflexos condicionados no intercâmbio mediúnico?
     R - A presença, a mensagem ou experiências do Espírito comunicante podem acionar no subconsciente do médium reflexos do seu passado, os quais comumente, interferem na comunicação. Por exemplo: ao se ver frente a uma entidade ligada ao seu passado de dor, o médium pode externar aspectos de sofrimento que não mais existem, mas que estão arquivados no subconsciente e que afloram, durante o transe, com a presença daquele irmão que compartilhou as referidas experiências.
05- Como explicar a sintonia vibratória de um Espírito conturbado com um médium equilibrado e em estado de confiança em Deus?
     R - O médium em equilíbrio busca sintonizar com o Espírito conturbado, pelo desejo de ajudar. Se a diferença vibratória entre ambos é muito acentuada, os guias espirituais auxiliam o comunicante, através de passes, para que eleve, ainda que em parte, o seu padrão vibratório e com isto facilite a sintonia com o médium, para a comunicação.
06- Como é possível ao médium controlar as manifestações dos Espíritos, mesmo violentos ou desequilibrados?
     R - O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o que a entidade pretende. Quanto mais educar-se interiormente o médium, maior a dificuldade do Espírito em extravasar atitudes violentas ou desequilibradas.
07- Mesmo quando inconsciente, o médium é responsável pelo que ocorre durante as comunicações?
     R - Na psicofonia sonambúlica, o médium cede com mais espontaneidade os seus implementos físicos para a comunicação do Espírito, mas afastado de seu corpo, é absolutamente consciente, daí a sua responsabilidade no controle do Espírito comunicante.
08- Qual a condição do médium na psicofonia consciente, na semiconsciente e na inconsciente?
     R - Na psicofonia consciente o Espírito comunicante transmite, telepaticamente, às vezes, à distância, as suas idéias ao médium que as retrata com as suas próprias palavras. Na semiconsciente, o Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato com este, atuando sobre o campo da fala e outros centros motores. Na inconsciente, afasta-se o Espírito do médium de seu próprio corpo, que mais livremente é utilizado pelo comunicante. Quando há inteira confiança entre ambos, é como se o médium entregasse um instrumento valioso às mãos de um artista emérito que o valoriza. Se o comunicante é rebelde ou perverso, o médium, embora afastado, age na condição de um enfermeiro vigilante a controlar o doente.
09- Deve o médium inconsciente esforçar-se por se tornar consciente?
     R - O médium deve esforçar-se sempre para ser consciente de suas elevadas responsabilidades, mas quando é portador da psicofonia sonambúlica, ou inconsciente, tendo neste campo assumido compromissos espirituais, dificilmente, modificará o curso de sua tarefa, a qual, nem por isso, deixará de ser meritória.
10- Por quê determinados médiuns extravasam no campo físico as impressões de desequilíbrio ou rebeldia dos Espíritos comunicantes?
     R - Faltam-lhes ainda os valores da auto-educação evangélica, porém à medida que se esforçam no estudo, na prática do bem e na vivência evangélica, irão superando as dificuldades da prática mediúnica.
11- Na reunião com a presença de vários médiuns videntes e/ou audientes um ouve ou vê uma ocorrência e outro ouve ou vê outro fato, quer dizer que há contradição ou embuste?
     R - Não. Estando cada médium vibrando em sua própria faixa evolutiva, cada um estará naturalmente, sintonizado com esta ou aquela entidade, com este ou aquele aspecto do Plano Espiritual, pelo que cada um registrará a presença ou fatos com os quais esteja identificado.
12- Qual a diferença entre inspiração e intuição; vidência e clarividência; audiência e clariaudiência?
     R - A opinião dos estudiosos sobre o assunto diverge um pouco. Alguns aceitam como sinônimos (inspiração/intuição - vidência/clarividência - audiência/clariaudiência), outros vêem no segundo termo uma sutileza ou aprimoramento do primeiro: Intuição é a inspiração quando cresce (Emmanuel - Encontros no Tempo - pergunta 34). Clarividência seria ver melhor, ou com mais clareza (Edgard Armond - Mediunidade). A experiência nos mostra que alguns médiuns apenas vêem entidades ou quadros do Plano Espiritual, enquanto outros, além de verem, como que sentem o estado íntimo da entidade ou as vibrações do ambiente (clarividência). Enquanto alguns ouvem sons ou ruídos, outros ouvem e percebem interiormente o estado do Espírito ou do ambiente (clariaudiência).
13- Como proceder o médium para manter o estado de concentração durante as reuniões práticas e como desconcentrar-se, quando preciso?
     R - Concentrar é manter o pensamento voltado a um objetivo específico, no caso de reuniões espíritas, voltá-lo exclusivamente ao amor e à caridade, buscando oferecer o melhor de nós mesmos. Se temos dificuldades para mantê-lo neste estado (em virtude de preocupações rotineiras) podemos nos valer da prece como recurso de concentração. Para desconcentrar, deve o médium voltar o pensamento ao meio ambiente, ainda assim, alicerçado nas vibrações da prece para manter o equilíbrio.
14- O médium deve ficar concentrado durante toda a reunião?
     R - Deve o médium, com espontaneidade, manter-se atento ao desenrolar dos trabalhos, com o que estará aprendendo e ao mesmo tempo à disposição da Espiritualidade para atuar quando solicitado. Permanecer sim, à disposição do serviço, sob a égide de Jesus.
15- Qual a postura adequada do médium à mesa?
     R - Guardadas as conveniências, a mais cômoda, porque será a menos cansativa. Evitar, porém, as posições que facilitem o sono.
16- Numa reunião de educação mediúnica, se o médium apesar das influências para falar, permanece silencioso, aguardando sua vez, está sendo ele beneficiado?
     R - Sim. Estará aprendendo com os outros e exercitando em sua auto-educação.
17- Que dizer do médium que recebe comunicações fora da mesa de trabalho, ou do local da reunião?
     R - Faltam-lhe ainda os recursos da educação mediúnica. O médium, consciente de suas responsabilidades, não se entrega a atividade mediúnica ostensiva fora da reunião própria.
18- Como e até onde se processa a influência dos Espíritos sobre o médium, ostensivo ou não?
     R - Todos somos em nosso íntimo (mentalmente) influenciados pelos Espíritos. Enquanto esta influência sobre o médium ostensivo é mais direta, portanto, com reflexos mais acentuados, sobre o médium de sustentação, ela se limita às intuições ou manipulações de energias necessárias ao bom andamento da reunião.
19- Qual o procedimento do médium quando intensamente assediado pelas vibrações de um Espírito desequilibrado, quer na reunião ou fora dela?
     R - Redobrar o seu estado de vigilância, pois, pode tratar-se de um trabalho em andamento supervisionado pelos mentores espirituais. Recorrer à oração e às leituras edificantes, porque assim estará cooperando para a sua melhoria e a do Espírito que se aproxima.
20- Como entender o fato de o médium alegar que faz preces e não consegue superar o envolvimento de determinadas entidades?
     R - Às vezes as nossas preces se limitam aos lábios. "Há diferença fundamental entre orar e declamar". No entanto, se aliamos a mente ao coração e realmente orarmos confiantes no Senhor e o envolvimento do Espírito permanece é porque estamos frente a um trabalho de reajuste, expiação ou testemunho, ou ainda frente a uma oportunidade de exercer a caridade a um necessitado. Redobremos a vigilância e confiemos no Senhor que a solução está a caminho.

Crianças índigo

Crianças índigo é o termo utilizado para descrever crianças que a pseudociência e a parapsicologia acreditam ser especiais. Os defensores desta crença afirmam que os "Índigos" constituem uma nova geração de crianças com habilidades especiais, e que têm por objetivo a implantação de uma "Nova Era" na Humanidade. Estas crianças são geralmente classificadas como possuidoras de habilidades sociais mais refinadas, maior sensibilidade, desenvolvimento profundo de questões ético-morais e portariam personalidades peculiares que possibilitariam facilmente sua identificação relativamente a outras crianças.

Embora farta literatura tenha sido publicada nos últimos anos, não há qualquer demonstração científica sobre a ocorrência do fenômeno. O sistema de classificação "crianças índigo" e "crianças cristais" é rejeitado por conselhos de pediatria e especialistas em educação infantil. Críticos apontam que o sistema é tão vago que pode aplicar-se a praticamente qualquer um, levando ao que se conhece como efeito Forer. Contudo, é de notar a crescente relevância que as crianças índigo têm revelado para a parapsicologia.
As crianças índigo são também comumente associadas à Geração Y (abordaremos essa geração em breve).

Definição
Chamam-se crianças índigo a certos indivíduos que, supostamente ao nascer, trouxeram características que os diferenciam das crianças normais, tais como a intuição, a espontaneidade, a resistência à moralidade estrita e restritiva, e uma grande imaginação, avolumando-se frequentemente também entre tais capacidades, os dons paranormais, embora estes dons não sejam usualmente do conhecimento da própria criança. As crianças índigo podem ser vistas como uma espécie de milenarismo, em que se acredita que tais seres mudarão o mundo trazendo-o até um estado mais espiritual e menos estritamente moralizado.
Há que notar que uma boa quantidade das crianças índigo são classificadas de hiperactivas ou diagnosticadas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o que explicaria em boa parte o crescente interesse de pais e educadores por este assunto. Russell Barkley, pesquisador do instituto de psiquiatria da State University of New York Upstate Medical University in Syracuse, disse em entrevista ao periódico New York Times.  "Todos prefeririamos não ter nossas crianças tachadas com uma doença psiquiátrica, mas neste caso (criança índigo) é um diagnóstico falso".

História
Em 1982 a parapsicóloga Nancy Ann Tappe elaborou um sistema para classificar os seres humanos de acordo com a suposta cor da sua aura espiritual, lançando a obra "Compreenda a sua Vida através da Cor" onde fez um estudo sobre "as cores da vida". Segundo a autora, cada pessoa possui uma certa cor na sua aura em função da sua personalidade e interesses. No caso das crianças índigo, a aura deles tenderia a mostrar as cores anil ou azul, ao que se atribui uma espiritualidade mais desenvolvida.
A autora afirmou ter detectado pelo seu método que as auras de cor índigo começaram a surgir com mais frequência na década de 1980, mostrando uma tendência a proliferar, o que parece justificar o seu papel de transformação da sociedade nas primeiras décadas do século XXI.
É importante ressaltar que o conceito de aura nunca foi demonstrado lógica ou empiricamente. Assim, qualquer estudo que tire conclusões a partir da análise de auras ainda deve demonstrar a validade da premissa, ou seja, a existência de tal coisa como a aura.

Supostas Características
As crianças índigo apresentariam uma série de atributos sensoriais recorrentes, como a hipersensibilidade auditiva ou a hipersensibilidade tátil. De igual modo, apresentariam um padrão de comportamento peculiar, destacando-se:
  • Chegam ao mundo com sentimento de realeza e a curto tempo se comportam como tal.
  • Têm a sensação de ter uma tarefa específica no mundo, e se surpreendem quando os outros não a partilham.
  • Custa-lhes aceitar a autoridade que não oferece explicação nem alternativa.
  • Sentem-se frustrados com os sistemas ritualistas que não requerem um pensamento criativo.
  • A curto tempo encontram formas melhores de fazer as coisas, tanto em casa como na escola.
  • Não reagem pela disciplina da culpa.
  • Acreditam que isso foi um dom de Deus e que eles se comunicam através do pensar.
  • Não são tímidos para manifestar as suas necessidades.

Tipos de crianças índigo
Segundo os investigadores desta temática, podem ser identificados quatro tipos de crianças índigo:
Humanistas - muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperativos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, embora às vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade.
Por exemplo: se começam a arrumar o quarto e encontram um livro, nunca mais se lembram de acabar as arrumações. Como profissões, escolherão ser médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Trabalharão para servir as massas e, claro, atuarão sempre ativamente.
Conceptuais - estão muito mais voltados para projetos do que para pessoas. Assumem uma postura controladora. Se os pais não estiverem pelos ajustes e não permitirem esse controle, eles vão à luta. Tem tendência para outras inclinações, sobretudo drogas quando da puberdade, caso se sintam rejeitados ou incompreendidos. Daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento. No futuro poderão ser engenheiros, arquitetos, pilotos, projetistas, astronautas e oficiais militares.
Artistas - são criativos em qualquer área a que se dediquem, podendo, inclusive, vir a ser investigadores, músicos ou atores altamente conceituados. Entre os 4 a 10 anos poderão vir a interessar-se por até 15 diferentes áreas do conhecimento (ou instrumentos musicais, por exemplo), largando uma e iniciando outra. Quando atingirem a puberdade, aí sim, escolherão uma área definitivamente. Poderão ser futuros professores e artistas.
Interdimensionais - entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.
Desta forma, os estudiosos do assunto acreditam que estas crianças seriam as responsáveis pela introdução de novas filosofias ou espiritualidade no mundo.

Crianças índigo e Doutrina Espírita
O tema, apesar de originalmente atravessar décadas, ganhou um novo estímulo nos últimos anos sendo divulgado pela Doutrina Espírita. Particularmente depois que o médium e orador espírita Divaldo Franco teve uma de suas palestras sobre o tema transcrita e ampliada transformada em livro bilíngue pelas mãos da neurocientista brasileira Vanessa Anseloni, radicada nos EUA e antiga defensora da integração entre os dois temas o conceito passou a ser visto com simpatia por muitos espíritas.
Para eles, as crianças índigo seriam espíritos exilados de outros mundos. Como não fossem capazes de acompanhar o "progresso moral" de tais planetas, eles teriam sido encaminhados para mundos inferiores, como a Terra, com a meta de auxiliar sua evolução. Os defensores dessa ideia tratam-na como um desenvolvimento do tema migrações espirituais, presente em obras populares no meio espírita brasileiro, como A Caminho da Luz e Exilados de Capela, e referido por Allan Kardec em A Gênese.
Por outro lado, há grupos espíritas que são contrários à associação entre o tema crianças índigo e o espiritismo. Defendem que as obras A Caminho da Luz e A Gênese não abordam o termo crianças índigo, tampouco trazem referências às características físicas e psicológicas que costumam ser atribuídas a elas.
Eles repudiam a publicação e tradução de livros relacionados ao tema por editoras que possuem foco de mercado no público espírita, como a Petit, bem como os palestrantes espíritas que utilizam esta temática.
Alguns pesquisadores no final do artigo, acesso em 11/02/2008 dizem ser muito difícil haver uma civilização mais evoluída no sistema solar de uma estrela Plêiade como Alcyone, conforme afirma Divaldo pois estas teriam apenas cerca de 100 milhões de anos, enquanto a Terra teria demorado quase um bilhão de anos apenas para esfriar e aparecerem os primeiros organismos unicelulares e quase mais quatro bilhões para o surgimento do "Homo sapiens". Além de contestar a suposta influência gravitacional de Alcione na Terra.
Divaldo Franco não reconhece influência mediúnica em suas elaborações sobre o tema. Por se tratar de um palestrante que também se notabilizou como médium, esse fato pode servir como fonte de descrédito, diante de certos setores espíritas, para as ideias que defende sobre crianças índigo.
O boletim "Mensagem" discute sobre a origem do termo crianças índigo e sua utilização no movimento espírita.
Divaldo Franco não reconhece influência mediúnica em suas elaborações sobre o tema. Por se tratar de um palestrante que também se notabilizou como médium, esse fato pode servir como fonte de descrédito, diante de certos setores espíritas, para as ideias que defende sobre crianças índigo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Opiniões


Distraídas da vida

"Quem sou eu? Qual o sentido da existência? Que papel eu desempenho nela?"

Premidas pelas urgências da vida prática, ou fascinadas pelas distrações que o mundo oferece, as pessoas costumam colocar essas perguntas de lado em seu atarefado dia a dia.

Simplesmente as descartam ou adiam, à espera de um "depois" que, muitas vezes, nunca chega. Foram, no entanto, perguntas desse tipo que impulsionaram a filosofia desde antes dos gregos.

E, diante de uma grande crise ou de uma imprevista guinada na trajetória existencial, são elas que irrompem na tela da consciência, cobrando a atenção que merecem.

Historiobiografia

Essas perguntas estão no centro das preocupações da professora Dulce Critelli, do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que acaba de lançar um livro sobre o assunto. Com poucas páginas e leitura fluente, mas conteúdo denso e longamente elaborado, o livro História pessoal e sentido da vida apresenta o fundamento filosófico do método terapêutico-educativo desenvolvido pela autora, que ela chama de "historiobiografia".

A professora Dulce emprega esse método tanto em sessões individuais de aconselhamento como em reuniões de grupo nas quais os participantes são direcionados e instrumentalizados para refletir sobre suas autobiografias e compreendê-las.

Questões filosóficas

"Descobri que muitos de nossos problemas decorrem menos de fatores psicológicos do que filosóficos. Não são os traumas, mas uma incompreensão do sentido da vida que os originam", afirmou.

"Nessa perspectiva, a filosofia pode ser uma ferramenta fundamental. Quando pensamos, transformamos nossas crenças e, consequentemente, nosso modo de viver. A filosofia não é clínica, mas possui uma inequívoca força terapêutica, que reside naquilo que propriamente a caracteriza: sua estrutura reflexiva.

"Toda reflexão é um exercício de entendimento que retira os eventos de seu ocultamento (que vai do mero desconhecimento às interpretações corriqueiras) e os lança à luz", disse.

Filosofia da existência

Essa estrutura reflexiva é o traço comum de toda atividade filosófica. Mas a autora se pauta por uma escola filosófica específica, a da chamada "filosofia da existência", desenvolvida por Martin Heidegger (1889-1976) e Hannah Arendt (1906-1975).

O livro de Dulce é fortemente calcado no pensamento de Heidegger e, mais ainda, no de Arendt, profusamente citado ao longo do texto. Segundo Arendt, os eventos da vida precisam ser arranjados em uma história para podermos lidar com eles. Como a pensadora muitas vezes afirmou, citando uma frase da escritora dinamarquesa Karen Blixen (que escreveu sob o pseudônimo de Isak Dinesen): "Todas as mágoas são suportáveis quando fazemos delas uma história ou contamos uma história a seu respeito".

É essa ideia que fundamenta a "historiobiografia" e constitui o tema central da história pessoal e do sentido da vida.

"Nossa existência pessoal não é um conjunto desconexo de eventos. Seu sentido se articula nas histórias que, consciente ou inconscientemente, contamos para nós mesmos. E, quando percebemos o fio de nossa existência, tornamo-nos muito mais disponíveis para fazer transformações. Descobrindo o padrão, descobrimos também o potencial de ação", falou.

A linguagem que molda o mundo

Segundo Dulce, o padrão existencial se apoia em frases que as pessoas ouvem de outras ou que, acriticamente, dizem para si mesmas. Ela chama essas frases de "relatos".

São afirmações curtas e fragmentadas, muitas vezes aprendidas na infância, e repetidas ao longo da vida. Perpetuando-se pela repetição, perpetuam também, como se fosse fatalidade, um determinado modo de ser. Frequentemente os indivíduos se sentem prisioneiros desses padrões que eles mesmos ajudaram a criar. Quando trazem tais "relatos" para a luz da consciência e os submetem ao crivo da reflexão crítica, começam a se libertar de seu poder paralisante. E colocam ou recolocam suas vidas em movimento.

"Temos a ilusão de que moramos em um mundo significativo em si e por si mesmo. Mas, em si mesmo, o mundo é pura coisa. É nossa linguagem que o transforma em um mundo. Habitar o mundo é habitar a linguagem", sublinhou Dulce.

Trata-se, então, de substituir os relatos acríticos e fragmentários que povoam a linguagem vulgar por uma história pessoal construída a partir da reflexão. A expectativa é que, ao se apoderar dessa história, o indivíduo simultaneamente se empodere. E deixe de ser vítima de uma imaginária fatalidade para se tornar senhor de si mesmo.

O livro História pessoal e sentido da vida, de Dulce Critelli, foi publicado pela Editora da PUC-SP. Mais informações podem ser obtidas no endereço www.pucsp.br/educ.

Fonte: Diário da saúde