Total de visualizações de página

domingo, 22 de abril de 2012

Faça a Melhor Escolha


O planeta Terra é uma escola de primeiro grau. Aqui estamos matriculados no segundo ano, de provas e explicações aprendendo o a-b-c da felicidade. Graças à Terceira Revelação, codificada por Allan Kardec, já sabemos que um dia obteremos o diploma da Perfeição.

Coisa boa é saber! Já sabemos também que os alunos da escola Terra são livres para escolher entre os dois professores disponíveis. De um lado está Jesus, o Educador dos Povos, e do outro lado está o Doutor Sofrimento, igualmente competente.

Normalmente associamos educação à escola e vice-versa. As relações educativas, porém, são múltiplas e variadas, ocorrendo nos mais diversos lugares e não unicamente no âmbito da escola, no curto espaço de algumas horas.

Os veículos de comunicação a todo instante incutem-nos informações e imagens, que tendem, quando incorporadas, a transformarem-se em hábitos saudáveis ou nocivos em nossa conduta.

Nossas conversações no lar revelam o grau de educação do pensamento e da linguagem que possuímos, além de servirem de referência aos nossos filhos.

A maneira como dirigimos ao trânsito estimula ou inibe os demais motoristas a fazerem o mesmo.

A maneira como nos portamos nas filas dos bancos, supermercados, conduções, etc., modela e remodela posturas e valores daqueles que nos observam nos dois planos da vida.

Matriculados na escola terrena, temos percorrido diferentes séries, aprovados em alguns momentos, reprovados em outros, mas seguindo em frente, porque este é o nosso destino: despertar as potencialidades para atingir a perfeição e sermos felizes.

Não há como negar o caráter marcadamente educativo da obra espírita em toda a sua amplitude, senão, vejamos:

Allan Kardec legou-nos a codificação espírita através dos livros;

Almas como Leopoldo Machado, Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo, entre outros, ocuparam-se da fundação de escolas, onde o conhecimento espírita, aliado ao conhecimento das ciências do mundo, permite o desenvolvimento do homem pleno, renovado e regenerado.

Chico Xavier, Yvonne Pereira e Divaldo Pereira Franco, possuindo um leque de faculdades mediúnicas, colocam-nas a serviço da educação doutrinária e moral;

Os esforços da Federativa Espírita Brasileira e das federações estaduais radicam-se também neste campo, o da divulgação doutrinária de forma pedagógica, contando com a adesão de pequenos grupos de abnegados servidores, que na intimidade dos seus centros espíritas estudam sistematicamente a Terceira Revelação.

À luz destas reflexões preliminares, identificamos que o centro espírita é por excelência um educandário de almas. Nele, a ginástica do trabalho exercita-nos e desenvolve-nos as potencialidades latentes; começamos a compreender melhor a nossa própria história, percebendo a possibilidade de reescrevê-la de forma mais feliz; reexaminamos a própria linguagem, renovando conteúdos e formas que caracterizam a maneira como nos expressamos.

Aperfeiçoemo-nos principalmente na matemática, subtraindo as imperfeições alheias dos nossos comentários adicionando qualidades ao nosso patrimônio espiritual, multiplicando as possibilidades que possuímos como filhos de Deus; e, é claro, dividimos conhecimentos e atenções com os que nos buscam.

No centro espírita, a reunião de desobsessão, com a qual muitos companheiros se afinizam, é um trabalho de reeducação dos desencarnados e de educação dos médiuns sinceros e desejosos de auto-iluminação.

A evangelização acende luzes nos corações infantis e logra desfazer as sombras que o adulto evangelizador carrega em si.

A diretoria do centro espírita encontra-se matriculada num curso de ?democracia espírita?, com o sagrado ensejo de disciplinar a autoridade, refreando o autoritarismo; de desenvolver o bom senso, sem raiar pela omissão; de fomentar a humildade, sem concordar com iniciativas que descaracterizem o centro como uma instituição a serviço da divulgação doutrinária e da unificação do movimento espírita.

Podemos associar-nos aos trabalhos assistenciais, mas não percamos de vista o caráter educativo que deve nortear nossos, esforços, dando aos serviços sentido promocional e emancipatório.

Participemos do passe, oferecendo o concurso das nossas melhores energias, mas não olvidemos que a ação de esclarecimento opera prodígios de maiores dimensões, pois atende o espírito em seu cerne, em sua necessidade premente de luz.

Promovamos atividades artísticas, valorizando os momentos de entretenimento e lazer, mas não descuremos do caráter informativo, formativo e pedagógico que as artes, sob o controle espírita encerram.

Construamos hospitais, asilos, locais de amparo ao ser humano, que atendam a generalidade de problemas que este apresente, mas conscientizemo-nos da urgência em se medicar a alma, assisti-la, munindo-a com os recursos preventivos e reeducadores que a doutrina espírita oferece.

Estabeleçamos metas, objetivos, disciplinas, recursos, à luz deste maravilhoso currículo que é a Codificação Espírita, sem perder de vista que na escola terrena, ora aprendemos, ora ensinamos, educadores ? educandos que todos somos sem exceção, na busca do desenvolvimento de nossa própria espiritualidade.

Cezar Braga Said