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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESPIRITISMO E O POVO

O Espiritismo, como a experiência demonstra, deu seus melhores frutos junto às classes mais intelectualizadas, mais sintonizadas com o espírito europeu. O povo brasileiro sofreu uma influência atávica secular, onde os valores religiosos foram basicamente aqueles introduzidos pelo índio, pelo negro e pelo catolicismo. Boa parte da população tem dificuldades para compreender as finalidades do Espiritismo. Antes confundem-no com toda ordem de seitas que lidam com o elemento espiritual.
Isto é perfeitamente compreensível, pois sendo uma doutrina bastante nova no mundo, levará tempo para que as pessoas possam compreender seus verdadeiros objetivos. Alia-se a isso a imaturidade de espírito de um povo já secularmente arraigado a princípios religiosos dogmáticos e sectários, pode-se entender quais dificuldades encontraria a Doutrina Espírita para se firmar no seio do povo brasileiro.
Embora diga-se o contrário, o Espiritismo ainda não foi bem compreendido entre nós. Ainda somos minoria e mesmo entre os espíritas, existe uma certa dificuldade em compreender os lies propósitos dessa doutrina de libertação do Espírito.
O povo, de uma maneira geral, não se beneficia do melhor que o Espiritismo tem a oferecer que é o estímulo às mudanças do indivíduo. Encara a Doutrina apenas como uma "religião" que faz muita caridade, devido as características assumidas pelos primeiros adeptos no país.
Mas, com o tempo, e com a maturidade do povo, essa visão se modificará e o Espiritismo poderá exercer a influência salutar entre os povos, que poderá modificar a face do planeta, se assim o quisermos.


José Queid Tufaile