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quinta-feira, 9 de junho de 2011

O QUE É MEDIUNIDADE

 Osvaldo Shimoda :: 


Dizem que enlouqueço as pessoas e também que as curo da loucura. Sim! Eu as torno loucas por Deus e pelas disciplinas espirituais necessárias à realização de Deus. Curo a loucura que faz as pessoas correrem freneticamente atrás de prazeres, e as faço pairar além das alegrias exaltadas e das aflições que deprimem.
Trago a seus olhos lágrimas de alegria e enxugo as lágrimas de dissabor. Não desejo que me louvem. Estarei satisfeito se se ligarem a mim.

- Swami Sathya Sai Baba.

A mediunidade é um fenômeno espiritual que ocorre com muito mais freqüência do que muitos possam imaginar, pois estamos rodeados de espíritos.
Antes de passarem pela Terapia Regressiva Evolutiva (T.R.E.) – abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por mim, através dos espíritos superiores do astral, é comum na entrevista de avaliação os pacientes me confirmarem que vêem vultos escuros (espíritos das trevas, do astral superior) e/ ou claros (espíritos de luz, do astral superior), no seu dia-a-dia e, mesmo não sendo médiuns de vidência, têm a impressão ou a sensação de terem sentido uma presença espiritual.
Mesmo assim, muitas pessoas ainda não acreditam em sua existência pelo fato de eles habitarem em planos sutis e com leis ainda desconhecidas pela ciência oficial.
Mas, independentemente de se acreditar ou não, potencialmente somos todos médiuns, pois a mediunidade é algo inerente ao espírito (é bom lembrar que estamos todos temporariamente encarnados), embora em graus variados.Alguns a possuem em estado bem aflorado, explícito; são pessoas bastante sensíveis. Outras, a possuem apenas em estado latente, precisam, portanto, desenvolvê-la.
Na T.R.E., em estado alterado de consciência (alfa ou teta), após ser orientado pelo seu mentor espiritual – ser desencarnado responsável diretamente pela nossa evolução espiritual – é comum aflorar mais ainda no paciente a sua mediunidade, sua P.E.S. (percepção extra-sensorial) - clarividência, clariaudiência, intuição, premonição, psicografia, psicofonia, etc.
Costumamos chamar de médiuns aqueles que possuem esta faculdade (P.E.S.) de maneira ostensiva.
A grande maioria dos médiuns já vem com os canais mediúnicos abertos, pois receberam uma preparação em seu corpo espiritual (perispírito ou corpo astral) no plano astral antes de reencarnarem para exercerem sua mediunidade. No entanto, por conta do véu de esquecimento de seu passado, muitos esquecem de seu verdadeiro propósito de vida ao virem como médiuns.
Assumiram o compromisso de exercerem sua mediunidade para saldarem seus débitos cármicos de prejuízos causados numa vida pretérita a muitas pessoas – encarnadas e desencarnadas.
Neste caso, a mediunidade é uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos no passado.
A história revela grandes médiuns em todas as épocas e em todos os credos. Joana D’arc, desde pequena, escutava vozes (clariaudiência) no silêncio dos bosques, que atribuía a São Miguel, Santa Margarida e Santa Catarina, os quais a incentivavam para se voltar a Deus e defender a França.
O filósofo grego Sócrates (séc. V a.C.) constantemente era orientado pelo seu guia espiritual: Desde minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um ser quase divino, cuja voz me interpela a esta ou àquela ação.
A Bíblia com o velho e o novo Testamento, é uma fonte riquíssima de fenômenos mediúnicos.
O apóstolo João mostra a possibilidade de comunicação entre os dois mundos (encarnados e desencarnados), mas nos alerta para a qualidade dessa comunicação: Não creias em todos os espíritos, mas provai se os espíritos são de Deus (I João).
Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo, condição social, moral ou religião à qual se abrace.
Mas, mal orientada, principalmente em médiuns bem aflorados, pode acarretar problemas sérios em suas vidas.
É freqüente receber em meu consultório médiuns rotulados pela psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, com transtorno bipolar (alternância de humor extremada), transtorno de humor (depressão, ansiedade, nervosismo, irritação, angústia etc.).
Desta forma, a ciência psicológica por considerar ainda a mediunidade como um fenômeno anômalo, rotula equivocadamente os médiuns como sendo portadores de distúrbios psiquiátricos.
Por conta disso, a maioria dos profissionais da área de saúde ainda não faz um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. Os sintomas clínicos mais comuns de uma mediunidade em desarmonia são:
1º) Sensação de peso na cabeça, na nuca e ombros;
2º) Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais);
3º) Insônia, desassossego;
4º) Calafrios e arrepios constantes no corpo todo ou partes do corpo;
5º) Cansaço geral, calor (como se encostasse em algo quente);
6º) Falta de ânimo para o trabalho;
7º) Alternância de humor extremada: tristeza profunda ou excessiva alegria sem razão aparente.

Mas, como se diz no jargão médico, cada caso é um caso, sendo fundamental uma análise mais detalhada de cada caso para sabermos distinguir um caso psiquiátrico de um desequilíbrio mediúnico.