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terça-feira, 11 de outubro de 2011

DOENÇA MENTAL - CIÊNCIA E FÉ

Será que cura mental verdadeira tem que ver com a espiritualidade? De que maneira é possível obter discernimento espiritual?



Neurocientistas criacionistas (que crêem num Deus Criador) têm concluído que saúde depende de forças espirituais atuando sobre o corpo e a mente do ser humano e não somente de cuidados sobre o físico e o emocional. Inúmeros estudos científicos (ver Harold Koenig, Ph.D., Dan Blazer, Ph.D., Jochen Hawlitschek, Ph.D., Rollo May, Ph.D., etc.) têm revelado o poder da fé religiosa sobre a saúde.


Nos grupos de Alcoólicos Anônimos (AA) parece haver dois grupos diferentes de membros. Há os que estão sóbrios, que pararam de beber e pararam no parar de beber sem buscar crescimento pessoal, vivendo o que chamam de “porre seco”. E os que, além de terem parado de ingerir bebidas alcoólicas de qualquer tipo ou qualquer coisa que contenha álcool, vivem um processo chamado de “despertar espiritual”, que segundo entendo, envolve desenvolvimento pessoal rumo ao amadurecimento emocional e espiritual, incluindo o aprendizado de mansidão, humildade, simplicidade, honestidade, verdade, compaixão, ajuda ao próximo, etc., valores espirituais que fazem as pessoas serenas, alegres, animadas, úteis, misericordiosas.



O que promove este “despertar espiritual”? Por que nem todos, dos grupos de AA ou quaisquer outras pessoas, não entram neste despertar? O que faz a diferença? Por que dos dez leprosos que Jesus curou, somente um teve discernimento espiritual que o fez voltar para agradecer pela cura física, e assim ganhando também cura mental e espiritual? O que na mente humana faz a escolha do caminho espiritual? Por que algumas pessoas escolhem esse caminho, enquanto outras o rejeitam?



As respostas para essas perguntas não são simples e parece que não as temos todas ainda. O mundo está ficando “religioso” não quanto ao discernimento e crescimento espirituais, e sim na prática de rituais religiosos. Participar de um serviço religioso de qualquer denominação não é o mesmo que obter discernimento espiritual que faz alguém uma pessoa melhor. Curas “milagrosas” podem ser falsas, especialmente se o recebedor segue sendo pessoa desagradável, desonesta, materialista, ranzinza, autoritária, orgulhosa, prepotente, etc., revelando, assim, que o caráter não mudou. Se seu caráter não muda para melhor com sua prática religiosa, algo está errado em você, na filosofia que você crê, ou em ambos.



Há cerca de 2 mil anos atrás, estando em Jerusalém, Jesus disse que iria para o céu e enviaria o Consolador, o Deus Espírito Santo, cuja função seria convencer qualquer pessoa, no processo de cura interior, de três coisas: 1)do pecado, 2)da justiça e 3)do juízo (Evangelho de João cap.16, versículos 7 à 11). O que Ele quis dizer com isso e o que isso tem que ver com o título acima “Discernimento Espiritual e Cura Mental”?



Quando conseguimos estar abertos mentalmente o suficiente para perceber que há problemas dentro de nossa mente e que somos impotentes para curá-los plenamente usando quaisquer recursos científicos, então estamos dando os primeiros passos para o discernimento espiritual que pode nos levar à cura mental profunda. Sem isto, as soluções podem ser não plenamente suficientes para produzirem real paz interior, alegria genuína, capacidade para amar maduramente. Remédio não muda o caráter.



O que entendo dessa fala de Jesus, é que Ele produz, via o Espírito Santo, o discernimento espiritual para nos mostrar as necessidades de mudança interior (convencer do pecado), nos revela que a justiça (pureza mental) está disponível para os que a querem e a buscam com perseverança e de todo o coração, e que a vitória já está garantida, mesmo agora e em nível universal após o juízo final, e ela é a vitória da misericórdia, da verdade, da justiça, do amor. Podemos falar de cura mental sem discernimento e crescimento espiritual? Penso que não. Então, recomendo que você, leitor, se ainda não fez isso, comece a desejar o desejo de crescimento espiritual para obter a cura mental profunda, sem estagnar num “porre seco”.