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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Richard Simonetti Lamenta em Carta à Revista Veja

Bom dia, meus amigos.

Nossa companheira Marcia me enviou esta carta resposta à revista Veja.
Eu não lí (pelo visto, fiz bem) a reportagem, mas já me solidarizo com o autor.
Não vamos julgar ou criticar tal matéria, mas é até constrangedor a forma como tratam
a fé alheia com deboches e total desconhecimento.



> Richard Simonetti Lamenta em Carta à Revista Veja

> Tom de Deboche na Reportagem Sobre o Filme Nosso Lar

>

> Carta para a revista VEJA

> 1 de setembro de 2010

>

> Senhor redator.

> Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom

> de deboche que caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o

> que, diga-se de passagem, também está presente em matérias sobre

> outras religiões. Nesse aspecto, VEJA é uma revista coerentemente

> debochada. Não respeita a crença de nenhum leitor.

> Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando

> ignorância do repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida

> outras matérias e informações. Como saber se os responsáveis estavam

> preparados para escrevê-las, evitando fantasias e especulações?

> Para sua apreciação, senhor redator, algumas “escorregadelas” do repórter:

>

> a) Grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda

> não houvesse sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos

> brasileiros são espiritualistas, isto é, acreditam na existência e

> sobrevivência do Espírito. Este ser imortal desencarna, jamais morre.

> A minoria materialista, que acredita que tudo termina no túmulo,

> certamente terá surpresas quando “morrer”.



> b) Fala em cordilheira de ectoplasma onde se situaria Nosso Lar. De

> onde tirou isso? Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns

> para trabalhos de materialização. Os físicos, esses visionários cujas

> “fantasias” acabam confirmadas pela Ciência, falam hoje que há

> universos paralelos, que se interpenetram, semelhantes ao nosso. A

> partir daí, não é difícil imaginar o mundo espiritual descrito por

> André Luiz como parte de um universo paralelo com seres e coisas

> semelhantes à Terra, feitos de matéria num outro estado de vibração,

> não um mundo “ectoplasmático”, mas de quintaessência material. Nada de

> se admirar, portanto, que em cidades desse mundo existam pessoas com

> “uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem, trabalham e moram

> em casas modestas ou melhorzinhas”. Espirituoso esse “melhorzinhas”.

> Imagina o repórter que o Espírito é uma fumaça sem forma, sem

> consistência, habitando um nada?



> c) Situa o aeróbus, um transporte coletivo que voa, como algo

> improvável. Menos mal que não tenha escrito impossível. De qualquer

> forma, ignora, certamente, que pesquisadores estão aperfeiçoando

> veículos dessa natureza, em alguns países, como solução para os

> problemas de trânsito e que no universo paralelo, o mundo espiritual,

> de matéria quintaessenciada, é muito mais fácil resolver problemas

> relacionados com a gravidade. Ou, imagina que tudo flutua por lá?

>

> d) Diz jocosamente que “o visual da colônia dos espíritos de luz

> comprova: o brasileiro pode até se livrar do inferno, mas não escapa

> nem morto da arquitetura de Oscar Niemeyer. A cidade fantasmática de

> Nosso Lar é a cara de Brasília…” Não se deu ao trabalho de comparar

> datas e não percebeu que, mais apropriadamente, Brasília copiou Nosso

> Lar, visto que a cidade espiritual foi descrita por André Luiz em

> 1943, enquanto a construção de Brasília foi planejada e ocorreu no

> governo de Juscelino Kubistchek, de 1956 a 1961, inaugurada em 1960.

>

> Quanto ao mais, seria recomendável aos repórteres da VEJA o benefício

> de um estudo acurado e sem prejulgamento do livro que deu origem ao

> filme, psicografado por esse atestado vivo de integridade e amor à

> verdade, que foi o médium Chico Xavier, para compreenderem qual é o

> objetivo dessa magistral obra, como resume o Espírito Emmanuel, no

> prefácio:

>

> André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da

> morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência,

> onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos

> no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que

> ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que

> submeteu o próprio coração.

>

> Richard Simonetti

> Internet

>