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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O PERISPÍRITO

Se há um tema que tem gerado uma série de controvérsias no meio espírita é o relativo à existência do perispírito. Cada qual com sua opinião dita controversa.
 
Sem dúvida, o primeiro estudioso da vida psíquica a admitir a existência de um campo intermediário entre o Espírito e seu corpo material também conhecido como soma, este foi Allan Kardec, o codificador da doutrina dos Espíritos quando, pela primeira vez (1854-55) apresentou sua tese encarnatória a respeito da vida animal - mais especificamente, humana - mesmo antes de a própria Ciência admitir que nada exista no domínio material sem que a ele corresponda um agente estruturador, externo, já que, por si só, a energia cósmica fundamental (a denominada de FCU por Newton) jamais seria capaz de se alterar, para dar origem a um corpo material, fosse qual fosse. E esse agente estruturador, para que possa atuar sobre a energia, forçosamente, tem que possuir um campo estrutural, tal como o magnético do imã para agir sobre as limalhas de ferro e níquel.
 
Todavia, o grande problema de Kardec à sua época, foi o de ter que usar a linguagem vigente e que, atualmente, pode, perfeitamente, ser resgatada, desde que se atualizem os conceitos porque os fatos são os mesmos.
 
Assim, como foi dito, o que atualmente conhecemos como energia fundamental da formação do universo, naquele tempo fora chamada de Fluido Cósmico Universal por Sir Isaac Newton (1671) que admitiu que o Espaço cósmico não podia ser vazio e que existiria um meio através do qual a luz poderia se propagar, como a do Sol, e chegar até nós. O FCU como pseudo fluido, teria propriedades inerentes à sua condição especial: seria inextensível, incompressível, imponderável, e não ofereceria qualquer tipo de atrito à passagem da luz.
 
Como se vê: não poderia ser um fluido. Enfim, por falta de maiores conhecimentos, assim ficou sendo conhecido.
 
Mas temos que considerar que àquele tempo, não se sabia da existência de algo mais além da molécula e, portanto, dos aludidos fluidos; assim o que não fosse material, não sendo sólido, evidentemente, seria fluido. Só em 1900 é que Marx Plank, com sua teoria quântica, já se servindo dos estudos do átomo de Tomson, admitiu a existência da energia como fundamento das "formas" existentes no universo, como não sendo fluido.

As últimas edições das obras de A. Kardec revistas e atualizadas por seu autor datam de 1868 - (Edições Lacroix). Nessa época, ainda não se sabia que o FCU era, em verdade, uma energia, amorfa, fundamental, nem que a molécula se decompunha em átomos e partículas elementares, quanto mais, supor-se que tais partículas fossem energia condensada, motivo pelo qual, quem assim se referisse, seria tido como sendo outro Jules Verne com sua literatura empírica e Kardec, para estruturar uma doutrina filosófica de caráter científico para estudar a vida como conseqüência do processo encarnatório tinha que ser concreto em sua linguagem, afinal, não se tratava de uma obra de ficção científica.

O estudo científico da existência do perispírito anunciado por A. Kardec só teve origem com pesquisadores italianos, fascistas, financiados pelos nazistas, durante os últimos anos da Grande Guerra (1944-45): é conhecido como "o bebê de proveta" e encontramos referências dessas pesquisas no livro do dr. H. Guimarães Andrade intitulado "Novos Rumos às Experimentações Espíritas".
 
Os italianos descobriram que, independente de a mulher ser fértil, sem um campo por eles detectado, ela não engravidaria, o que fez com que eles se dedicassem ao estudo da possibilidade de obterem tal campo experimentalmente e que, posteriormente, passou a ser conhecido como "Life's Field". Não foi possível saber se teve nome latino.
 
Os primeiros estudos relativos a tal campo levaram-no a obter, com variações de freqüência, outro campo que permitia que se chocassem ovos com menos do que os 19 dias obtidos sob a galinha; pintos que estouravam a casca com 3 dias de choco sob o aludido campo e nasciam perfeitos.
 
Mas no caso da ave, os ovos já estavam devidamente fecundados e formados no seu ovário; apenas, a variação de campo energético, acelerava o processo da sua transformação. Já no caso do feto humano, era preciso criar um pseudo campo que fertilizasse o óvulo feminino com um campo de vida e não apenas, com a união do esperma sem o mesmo.
 
Neste interim, a guerra terminou e o papa Pio XI proibiu terminantemente que as pesquisas prosseguissem. A mídia francesa, à época, acabou dando um tênue noticiário dessas pesquisas...
 
Embora quase tudo fosse destruído sobre os estudos fascistas, muito, ainda restou para servir de ponto de partida para os estudos relativos aos "Campos de vida" que deveriam se referir ao desenvolvimento fetal e que, posteriormente, verificou-se que se tratava da mesma referência que A. Kardec denominou de "perispírito" embora, atualmente, baseados em mensagens mediúnicas completamente diversas, há os que considerem o perispírito algo inteiramente diferente do que se tem cientificamente como comprovado.
De qualquer forma, restou ainda saber que os aparelhos capazes de registrar tal campo eram os espectômetros e, a seu respeito ou contra suas observações nada se pode contestar.
 
Quem não domine a Física Nuclear e principalmente a Mecânica Quântica, sem dúvida, não deve se arvorar em tirar suas conclusões relativas ao perispírito de Kardec baseados em afirmativas destas áreas da Física porque, em nenhuma deles, o pesquisador irá encontrar elementos para seus estudos.
 
O perispírito pode ser um campo, mas, daí a supô-lo que seja quântico, vai longa distância, tanto quanto o campo de futebol. E nada tem que ver que a estutura atômica da matéria.
 
Para termos uma análise do que a Ciência já detectou, façamos um retrospecto a 1975 quando Murray Gell Mann, à frente do Acelerador de Partículas da Satanford University (Califórnia - EUA), ao descobrir os quarks também pôde revelar ao mundo que nenhuma partícula atômica ou sub-atômica, por mais elementar, por si só, poderia ter existido a partir do nada ou de uma transformação simples da energia em matéria.
 
Isto, porque, a energia, por si só, não tem a propriedade de interagir-se para se condensar, forma específica pela qual se transforma em matéria.
 
Em 1942, Werner Heisenberg, físico alemão financiado pelo nazismo de Hitler, ao enunciar sua "Lei da Incerteza" - aquela em que ele diz que não se pode determinar qual a partícula que desobedecerá a seu comando - admitiu que as mesmas aludidas partículas tinham vontade própria como se comandadas por um agente seu constituinte. Em termos, seria o "espírito da partícula", evidentemente, compatível e tão elementar quanto a mesma, longe de ser o humano.
 
Gell Mann, provavelmente, deve ter analisado Heisenberg para chegar à conclusão de que seria esta mesma "vontade própria" a causa da ação sobre a energia para estruturá-la em partículas materiais dando-lhe forma com a devida correspondência. E claro está que, para atuar na energia, tal agente tem que possuir um poder - como o do imã - através de um campo atuante, estruturador, senão, jamais daria nenhuma forma à energia.
 
Temos, pois, o típico tríplice aspecto de Kardec: - agente, campo estruturador e energia estruturada em forma de partícula, a mais elementar das formas ditas materiais.
 
Assim, um agente estruturador externo (seria a forma elementar correspondente ao Espírito humano) atuaria sobre a energia amorfa que compõe 27% do Universo, dando-lhe forma e existência - ou vida material - compatível com ele, estruturador; mas, para atuar sobre a energia, este agente dispõe de um campo atuante, campo este compatível com a forma que irá moldar, a exemplo do magnético, como já dissemos, de um imã que atua sobre as limalhas de ferro e níquel formando figuras, ditas espectros, que variam conforme o imã.
 
Tais estudos são equacionados pelo cálculo integral de Leibnz que determina, sem dúvida, a existência de um campo energético estranho, na formação de partículas, como o aludido perispírito para o corpo humano.
 
É preciso que analisemos a generalidade para entendermos a particularidade. Além disso, é a velha lei de que, o que acontece no micro, repete-se no macro.
 
Já Einstein, em 1905, ao enunciar a sua primeira lei da relatividade generalizada - aquela da E = mc² - admitiu que, a energia cósmica (ou FCU de Newton) por si só não poderia se alterar, daí, parte dos Astrofísicos ter suposto que a origem desta nossa fase de existência cósmica tenha se dado a partir de uma grande explosão que teria, então, gerado a devida ação capaz de atuar sobre a energia, estruturando-a em forma de matéria, mas tal tese não explica como se poderia organizar um corpo humano com personalidade própria ou seja, a individualidade da pessoa. E o pior é que pecam pela lei temporal porque a explosão imaginada só atuaria por determinado tempo até perder sua capacidade de ação. Afinal, essa explosão ficaria restrita a seu poder temporário e os estruturadores continuam atuantes, como sempre.

Tal Big bang só poderia gerar agentes físicos sem personalidade, afinal, por ser explosão não seria capaz de criar nenhuma personalidade.

As leis físicas - por outro lado - são imutáveis, por isso, as que regem a estruturação da partícula sub-atômica, obrigatoriamente, serão as mesmas que determinam a formação de toda cadeia material, a partir do átomo até a existência da criatura biológica, de qualquer natureza, inclusive humana.
 
Este será o estudo da próxima etapa de exposição quando, então, poderemos abordar as pesquisas feitas por cientistas não espíritas usando aparelhos espectográficos, a partir do aludido bebê de proveta dos fascistas que levaram tais cientistas a confirmar a existência do dito  "campo de vida" da criatura humana.
 
O que não se pode, todavia, é partir para conceitos atribuídos a Entidades espirituais que nada provam, senão além de opiniões pessoais. A Ciência se faz por pesquisas com aparelhos ou dedutivamente por equações matemáticas.

A seguir, os estudos de pesquisas que levaram á conclusão da existência de um campo de vida correlato com o que Kardec denominou de "perispírito".