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quinta-feira, 29 de abril de 2010

CRÍTICA SOBRE O FILME - CHICO XAVIER

Fui ontem, na noite de estréia, assistir ao filme mais badalado dos últimos


anos: Chico Xavier - O Filme. Sessões lotadas e muita expectativa. Uma

expectativa que podia ser notada no semblante de cada um que encarava aquela

fila. Uma salada etária e, provavelmente, recheada de muitos credos.



O filme é de uma beleza incrível. Conta a história de um dos maiores e mais

respeitados espíritas do mundo - Chico Xavier - (interpretado nas três fases

de sua vida por Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier), desde a sua

infância até a sua morte, ou melhor, até a sua desencarnação.



Com relação a filmes, costumo brincar dizendo que adoro saber o final antes

de assisti-lo. E neste, em particular, disse a todos que estavam lá comigo,

que já sabia o que aconteceria... que seria moleza. Disse em alto e bom tom:

Fácil, fácil esse final: o Chico morre no final!



Sessão lotada acomodamo-nos nas primeiras filas do cinema, e mesmo que tudo

pudesse nos levar a uma pré-impressão do que seria o filme, qual o seu

significado e qual o seu objetivo, engana-se quem imaginou que o filme seria

uma propaganda ao espiritismo ou mesmo uma publicidade ao próprio Chico

Xavier.



O filme é apenas a celebração de um grande homem, que este ano, caso

estivesse vivo (encarnado), completaria um século de vida. Deste, seriam 96

anos de dedicação, não à doutrina espírita, mas à bondade, ao desejo de

servir ao próximo.



O filme emociona, alegra e nos faz refletir o quanto e por tão pouco

sacrifício, fazer o bem é um exercício que fortalece a nossa alma.



A vida de Chico Xavier foi marcada por sacrifícios. Ele enfrentou-os e

seguiu em frente. Ajudou e foi ajudado. Sobreviveu a uma enxurrada de acusações, críticas e desconfianças. Muitos de nós passamos por tudo isso.



Mas a grande virtude do Chico (a gente se sente tão íntimo do mestre espírita) foi, sem dúvida, a sua capacidade de transformar essas dificuldades a favor do bem. A bondade era sua, sempre presente, companhia.



O filme é extremamente lindo. Surpreendente a maneira como Daniel Filho (Diretor) retratou a vida e obra do Chico Xavier.



O filme não tem a pretensão de formar novos seguidores do espiritismo. Mas não há um segundo sequer do filme que você, espírita ou não-espírita, não se emocione, não se questione. Muitos se verão neste filme.



Pois bem, recomendo a todos que venham assistir ao filme.



Aqui, na sessão de estréia, além da beleza do filme, uma certeza: O Chico não morreu... Enquanto houver a bondade, ele estará vivo. Eu errei o final do filme, mas o pós- filme me surpreendeu ainda mais...



Encerra-se o filme e as pessoas saem... Silêncio... Um lindo silêncio...



Coisa mais linda que eu já pude presenciar em um cinema em toda a minha vida.



Obrigado Chico, esteja em Paz!



Vá assistir ao Chico. Eu recomendo.



Tarcisio Passos - Crítico de Cinema