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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Casos e estudos sobre a reencarnação

Em uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos, a Universidade de Virgínia, pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se há décadas a desafiar os céticos. Ali são estudados, entre outros casos que ultrapassam os contornos da ciência convencional, relatos sobre reencarnação, muitos deles submetidos à checagem. Resultados conclusivos não há, mas eles são, no mínimo, intrigantes. À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.
Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.
Mas o que leva esse renomado médico, com mais de 60 anos de carreira, e tantos outros pesquisadores a encararem a reencarnação como uma hipótese válida?
Bem, são histórias como, por exemplo, a de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia e que se tornou protagonista de um dos casos clássicos – digamos assim – da literatura médica sobre vidas passadas. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.
A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.

Recordações de mãe
Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.
Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.
Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.
As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.
Assim como esse, há milhares de outros episódios intrigantes, alguns mais e outros menos verificáveis. Somente na Universidade da Virgínia há registros de mais de 2500 casos desse gênero. Acontece que, para a ciência, a ocorrência de casos isolados, ainda que numerosos, não prova nada. Os céticos atribuem essas histórias a fraudes, coincidências ou auto-induções às vezes bem intencionadas.
Mas, embora a ciência duvide da reencarnação, a humanidade convive com a crença nela faz tempo. De acordo com algumas versões, o conceito de reencarnação chegou ao Ocidente pelas mãos do matemático grego Pitágoras. Durante uma viagem que fizera ao Egito, ele teria ouvido diversas histórias e assistido a cerimônias em que espíritos afirmavam que vinham mais de uma vez à Terra, em corpos humanos ou de animais. O mesmo conceito – com variações aqui e ali – marcou religiões orientais, como o bramanismo e o hinduísmo (e, mais tarde, o budismo), e também religiões africanas e de povos indígenas, segundo Fernando Altmeier, professor de Teologia da PUC de São Paulo. Na verdade, “a reencarnação nasce quase ao mesmo tempo que a idéia religiosa tanto no Ocidente quanto no Oriente, com os egípcios, os gregos, os africanos e os indígenas”, diz Altmeier. A idéia, porém, não deixou traços – pelo menos não com a mesma força – nas três religiões surgidas de Abraão: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
No século 19, o francês Hippolyte Leon Denizard Rivail – ou Allan Kardec – e outros estudiosos dedicaram-se a um tema então em voga na Europa: os fenômenos das mesas giratórias, em que os sensitivos alegavam que espíritos se manifestavam com o mundo dos vivos. Kardec escreveu uma série de livros sobre as experiências mediúnicas que observou e, tendo como base a idéia da reencarnação, fundou a doutrina espírita. Para os espíritas, reencarnação é um ponto pacífico. Mas muitos deles preferem dar crédito a relatos embasados no cientificismo. “Dirijo a área de assistência espiritual na Federação Espírita do Estado de São Paulo, por onde passam 200 mil pessoas por mês, mas, no que diz respeito à fenomenologia, sou mais pé no chão, sou muito rigoroso”, afirma o advogado Wlademir Lisso, de 58 anos.

Terapias e evidências
Nas aulas que dá na federação sobre espiritismo e ciência, Lisso – que é autor de três livros – se baseia, sobretudo, nas pesquisas feitas por universidades estrangeiras, que considera mais confiáveis. Lisso diz que já perdeu as contas das vezes que ouviu pessoas lhe dizendo que tinham lembranças de outras vidas, algumas, talvez, por meio das chamadas terapias de vidas passadas. “Terapias, por si só, não provam nada”, diz Lisso, referindo-se a uma prática que supostamente leva a pessoa a escarafunchar memórias tão remotas quanto as de duas, três encarnações anteriores. Os espíritas não recomendam a experiência. “Até os anos 50, flashes ou outras manifestações eram considerados distúrbios mentais”, diz Lisso. Com o tempo, ganhou eco a explicação de que muitos desses sintomas poderiam ser evidências de existências passadas.
No Brasil, um dos poucos que seguiram a linha da investigação mais científica foi Hernani Guimarães Andrade, que morreu há quase dois anos. Autor de diversos livros, entre eles Reencarnações no Brasil (O Clarim, sem data), Andrade conta o caso de uma menina paulistana, identificada apenas como Simone. Nos anos 60, quando tinha então pouco mais de 1 ano, ela começou a pronunciar palavras em italiano, sem que ninguém a tivesse ensinado. Passou também a relatar lembranças que remontavam à Segunda Guerra Mundial. Seu relato era tão vívido que familiares se renderam à idéia de que fragmentos de uma encarnação passada ainda pairavam em sua mente. A avó da menina registrou, em um diário, mais de 30 palavras em italiano pronunciadas pela neta e histórias de explosões, médicos, ferimentos e morte. As recordações pararam de jorrar quando a menina tinha por volta de 3 anos.
Mas as supostas memórias de crianças como Simone e Swarnlata não são os únicos sinais que chamam a atenção dos estudiosos. Em várias universidades ao redor do mundo, os pesquisadores passaram a examinar também marcas de nascença – associadas a lembranças – como possíveis evidências de reencarnação. O mesmo Stevenson reuniu um punhado desses casos num estudo divulgado em 1992. Segundo o levantamento feito com 210 crianças que alegavam ter lembranças de outras vidas, cerca de 35% apresentavam marcas de nascimento na pele. Em 49 casos, foi possível obter um documento médico, geralmente um laudo de necropsia, das pessoas que as crianças haviam supostamente sido em outra encarnação. A correspondência entre o ferimento que causara a morte e a marca de nascença foi considerada, no mínimo, satisfatória em 43 casos (88%), segundo Stevenson.
Um exemplo citado por ele é o de uma criança da antiga Birmânia que dizia se lembrar da vida de uma tia que morrera durante uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco congênito. Essa menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada no alto do abdome. A marca correspondia à incisão cirúrgica da tia. Stevenson recorre a uma frase do escritor francês Stendhal para se referir a casos de memórias e de marcas que, às vezes, podem passar despercebidos: “Originalidade e verdade são encontradas somente nos detalhes”.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Bacana....Kardec em quadrinhos

Parece que eles incorporaram, de fato, o espírito do educador francês Hyppolite Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita.

Carlos Ferreira criou o roteiro e Rodrigo Rosa as ilustrações do livro "Kardec" (144 páginas, R$ 34,90), uma ficção biográfica em quadrinhos lançado pela editora Barba Negra.

Em preto e branco, a obra reconstitui a época em que Kardec viveu, na França, em pleno século XIX e retrata os conflitos e a conversão do educador - um intelectual respeitado e de raciocínio cartesiano -, em pesquisador incansável do espiritismo. O prefácio é de Marcel Souto Maior, autor de "As Vidas de Chico Xavier".

Em "Kardec", texto e ilustrações remetem o leitor aos primórdios do movimento espírita na França, período em que as ideias metafísicas borbulhavam, as "mesas girantes" eram um fenômeno comum nas reuniões mediúnicas e os objetos se moviam.

Kardec relutou, mas acabou fisgado por essas manifestações que transformaram definitivamente a sua trajetória. A princípio reticente e incrédulo, ele foi arrebatado pela força dos fenômenos sobrenaturais que o levaram a se debruçar sobre a vida após a morte e a deixar um legado que se tornou um tratado espírita.

Carlos Ferreira, um agnóstico confesso, e Rodrigo Rosa, um interessado pela vertente filosófica, conseguem captar essas nuances e propõem ao leitor uma releitura de um tempo de profunda imersão existencial, questionamentos, dúvidas e respostas sobre a comunicação com o mundo espiritual que acena com a imortalidade da alma.
Mini entrevista com Roterista
Carlos Ferreira
"A linha narrativa do livro é: aprenda, questione, investigue e experimente".
Como nasceu o livro Kardec?Passei anos lendo sobre o século XIX sem nenhum objetivo aparente, só vontade de viajar no tempo e ser absorvido pelas ideias e culturas peculiares. Eu queria sentir, ler sobre a atmosfera e as filosofias das mudanças dessa época de guinada no desenvolvimento da história humana. Ideias como a teoria das espécies, os avanços da eletricidade, mágicos, ocultistas e as novas religiões. Pesquisando sobre Arthur Conan Doyle (autor de "Sherlock Holmes" e também espírita) eu cheguei em Allan Kardec. Para mim, foi como a volta ao umbigo, pois a minha mãe é médium praticante  em um centro espiritualista umbandista - Cavalheiros de São Jorge. Com as primeiras leituras sobre as mesas girantes, eu tive a certeza que era essa a história que eu queria escrever sobre o século XIX. Eu queria escrever sobre a origem de Allan  Kardec.

Como foi o seu processo de escrita?O processo foi uma jornada única, difícil e prazerosa.  Li mais de 30 livros, pesquisei na internet, conversei com poucos espíritas. Não, eu não sou espírita, sou agnóstico e aberto a todas as possibilidades de existências e teorias sobre a vida e o universo. Mas não de uma forma religiosa, pois sou artista e acredito que a arte dá sustento a todas as religiões e talvez as religiões sejam formas de interpretações das artes. Já vivenciei fenômenos sobre-humanos.

Qual foi a sua intenção ao resgatar a trajetória do pai da doutrina espírita?Antes de mais nada, foi contar uma boa história, mas também que vivemos em um universo cheio de nuances, com um mundo invisível muito forte que se comunica com todos, pois cada um é esse universo. Não importa o tempo, vida e morte, importa a rede evolutiva de um ser único. Somos todos uma coisa só:  um bebê prestes a acordar, mas parece que a nossa preferência é ainda dormir. Acho que a linha narrativa do livro é: aprenda, questione, investigue e experimente.

Que sentimento você gostaria de despertar no leitor?De despertar. Há uma vida verdadeira lá fora. Extensa e que necessita da prática de cada um de nós. O conflito contado é universal, afinal, o que somos? Conheça a ti mesmo. Durante a (feira) Rio Comic Con, o livro foi bastante procurado e o terceiro mais vendido.
Mini entrevista com Ilustrador
Rodrigo Rosa
"Uma das coisas mais bacanas no espiritismo é não ser dogmático".
Alan Kardec em quadrinhos. Como nasceu essa ideia?Em 2007 eu voltei de viagem à Espanha, onde soube de um concurso para projetos de "graphic novels" de uma editora de lá. Propus para o Carlos (Ferreira) fazermos uma parceria e, entre outras ideias, ele apresentou o projeto de "Kardec". Desenvolvemos 16 páginas para o concurso, mas não ganhamos. A ideia ficou congelada por um tempo. Em 2009, com o "boom" dos filmes espíritas, surgiu o convite da editora Barba Negra pra retomarmos o projeto.

Como foi o seu processo criativo?Em todo projeto que retrate um momento histórico, o mais difícil é buscar as referências visuais que remontem com fidelidade a época que você vai trabalhar. Então eu passei mais de mês pesquisando na internet, indo a bibliotecas, vendo filmes e comprando livros que registrassem essa Paris de meados do século XIX. Busquei retratar não só as roupas, a arquitetura, os objetos, mas também homenagear alguns vultos históricos importantes que andavam pela França nesse período. Feito isso, o estilo de desenho foi inspirado em fotos do século XIX, ou seja, preto e branco com tons de cinza. Desenhei tudo sobre um papel acinzentado, onde aplicava o preto com nanquim e carvão e o branco com guache.

Qual a sua religião e de que forma ela influenciou ou não a sua criação? Eu fui batizado como católico, mas nunca o fui de fato. Em minha casa há forte influência da doutrina espírita, mas me interesso mais pela vertente científica e filosófica do que pela religiosa. "O Livro dos Espíritos", que fui ler para fazer "Kardec" é fascinante e me fez entender muito sobre o mundo espiritual, algo em que acredito, mas também me despertou muitas dúvidas. Acho que uma das coisas mais bacanas no espiritismo é justamente isso, não ser tão dogmático, permitir a dúvida.

Alguma curiosidade durante o processo de criação? Durante os dias que estava lendo "O Livro dos Espíritos" sonhei com uma amiga distante que também sonhou comigo na mesma noite. Quando estava desenhando as cenas de um druida, abri aleatoriamente  um livro extenso de entrevistas do Borges, justo em uma página em que ele recitava poesias celtas (a cultura dos druidas) sobre reencarnação. Coincidência ou o mundo espiritual agindo? Sou mais a segunda hipótese.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A Imortalidade da Alma e Comunicabilidade dos Espíritos

Os espíritas acreditam na imortalidade da alma ou espírito, este princípio , inclusive, está presente nas escrituras sagradas , quando no evangelho , em Mateus, Cap. XVII, vv. 01 a 13, os discípulos Pedro, Tiago e João, viram ,diante deles, Jesus transfigurado e também viram os espíritos de Moisés e Elias comunicando com Jesus.
No Livro dos Espíritos, Alan Kardec diz que :
"os próprios seres que se comunicam se designam a si mesmos pelos nomes de Espíritos ou Gênios, declarando, alguns, pelo menos, terem pertencido a homens que viveram na Terra. Eles compõem o mundo espiritual , como nós constituímos o mundo corporal durante a vida eterna".
"O Espírito..... é um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato".
"As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumento".
Assim, a comunicação dos Espíritos com os homens não cessa, tendo atuação sobre as ações e pensamentos. Não sendo os Espíritos impedidos de comunicar com os homens.
Não havendo impedimento para a comunicação dos Espíritos com os homens precisa-se estar atento como podemos ver no Evangelho - João - Epístola 1ª - Capítulo 4 :
"Amados , não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus, porque já muitos falsos profetas têm surgido no mundo./ Nisto conheceis o Espírito de Deus: Todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus".
Bibliografia de consultas
- O Livro dos Espíritos - Alan Kardec - Editora FEB 84ª edição.
- Bíblia Sagrada - Novo Testamento - Evangelho de Mateus.
- Bíblia Sagrada - Novo Testamento - Evangelho Mateus - Epístolas de João.

 Reencarnação
Os espíritas acreditam na reencarnação do Espírito , princípio que está presente nas escrituras sagradas , quando no evangelho, em Mateus, Cap. XVII, vv. 10 a 13 Jesus responde aos discípulos dizendo:
"Certamente Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. / Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. / Então entenderam os discípulos que lhes falara a respeito de João Batista"
O Espírito está em evolução, em crescimento moral, e a reencarnação, que é o retorno do espírito à vida corporal, faz parte desta evolução espiritual dos homens e sua existência é importante na aplicação da Justiça Divina.
O Princípio da reencarnação é uma conseqüência necessária da lei do progresso.
Nas escrituras sagradas, em Mateus XIII vv. 4 a 9 - Parábola do Semeador - entendemos o crescimento e evolução espiritual porque passam os espíritos.
Esta evolução espiritual tem como destino DEUS, e nos dá diversas oportunidades de aprendermos e crescermos corrigindo os nossos erros. E assim, através da reencarnação, pode ser compreendida a causa dos sofrimentos dos homens, de suas dificuldades e a existência de desigualdades na Terra.
É com a reencarnação que se alcança o melhoramento progressivo da humanidade, e que os Espíritos se melhoram até a limpeza de suas impurezas. Esta limpeza que é chegar ao estado da perfeição , não acontece em única existência, por mais longa que esta seja, e por isto, a necessidade de novas reencarnações na Terra até que estas não sejam mais necessárias no momento que atingida esta perfeição.
É, portanto, na vida que encontramos uma escola para o aprendizado de docilidade, paciência, dever, e é , a vida, um meio de aperfeiçoamento moral. E são nas diversas existências que à custa do trabalho e do sofrimento, passo a passo , já conquistamos as qualidades que temos e que também conquistaremos o que nos falta.
As vidas são distintas e diferentes, mas solidárias entre si. Como na lei de causa e efeito, o futuro é a conseqüência do passado.
Como cita Léon Denis - "Cada um leva para a outra vida e traz, ao nascer, a semente do passado."...."Há uma íntima correlação entre os nossos atos e o nosso destino".
"Todos os Espíritos se tornarão perfeitos. Uns, alcançam mais ou menos rápido o estado de perfeição; outros, demoram mais a alcançar esse estado, mas, de qualquer forma, todos evoluem. Às vezes podem permanecer, por longo tempo, estacionários, mas não retrogradam." - Victor Ribas Carneiro.
O Livro dos Espíritos faz bem a referência ao que seja a reencarnação. Na questão 166 - a alma que não alcançou a depuração durante a vida corpórea , sofre , o espírito, a prova de uma nova existência. E, na questão 166 B, "A alma passa então por muitas existências corporais? - "Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles."
Na reencarnação há o esquecimento das vidas precedentes, pelo estado latente das faculdades do espírito ao nascer na nova encarnação.
De acordo com Léon Denis: "A lei dos renascimentos explica e completa o princípio da imortalidade".
Bibliografia de consultas
- O Livro dos Espíritos - Alan Kardec - Editora FEB 84ª edição.
- A Gênese - Alan Kardec - Editora FEB 38ª edição.
- O Porquê da Vida - Léon Denis - Editora FEB 20ª edição.
- O Problema do Ser, do Destino e da Dor - Léon Denis - Editora FEB 26ª edição
- Obras Póstumas - Alan Kardec - Editora FEB
- ABC do Espiritismo - Victor Ribas Carneiro - Editora FEB - 1996
- Bíblia Sagrada - Novo Testamento - Evangelho de Mateus.

Evidências da reencarnação

As evidências históricas a favor da reencarnação nos colocam diante de uma realidade insofismável: não foi a Doutrina Espírita que inventou a Teoria da Reencarnação. A idéia da reencarnação, com outras designações (Palingênese, Transmigração da alma, etc.), é muito remota. Vamos encontrá-la nas civilizações mais antigas do globo.
Recentes descobertas envolvendo a velha civilização de Atlântida, o continente perdido, que acredita-se tenha sido o berço da civilização greco-romana, vieram mostrar que naquele longínquo continente ensinava-se a Doutrina das Vidas Sucessivas.
Na Índia, no Egito, na Pérsia, as idéias reencarnacionistas têm prevalecido desde os primórdios da civilização.
O papiro Anana (1320 a.C.) demonstra a idéia entre os egípcios:
"O homem retorna a vida várias vezes, mas não se recorda de suas prévias existências, exceto algumas vezes em um sonho. No fim todas essas vidas ser-lhe-ão reveladas."
Pitágoras, Sócrates, Timeu de Locres, Buda, Empedócles, Apolônio de Tiana, Heródoto, Plotino, Porfírio, Jâmblico, todos defendiam esse princípio.
Conta-se que quando Pitágoras foi apresentado a couraça que pertencera ao soldado Euphorbus, herói da guerra de Tróia, ele entrou em transe e disse: "Eu fui esse homem". E passou a recordar-se de várias existências.
Muitas religiões se hão se baseado na crença das vidas sucessivas: o Bramanismo, o Budismo, o Druidismo, etc. O Cristianismo primitivo não fugiu à regra. Traços marcantes desta doutrina se nos deparam nos Evangelhos.

Reencarnação nos Evangelhos

Em várias passagens dos Evangelhos aparece claramente a idéia da reencarnação, mas Allan Kardec examina três, que ele considerava como as mais importantes:
1ª) "Após a transfiguração, seus discípulos então o interrogaram desta forma: Porque dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias? - Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas, mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara." [Mateus-XVII:10-13] [Marcos-IX:11- 13]
A consideração de que João Batista era Elias está presente várias vezes no Evangelho, reforçando a idéia de que muitos judeus tinham simpatia pela Teoria de Palingenética. Se fosse errôneo este pensamento, certamente Jesus o teria combatido, como fez em relação a vários outros.
2º) "Ao passar, viu Jesus um homem que era cego desde que nascera; - e seus discípulos e fizeram esta pergunta: Mestre, foi pecado deste homem, ou dos que o puseram no mundo, que deu causa a que ele nascesse cego? - Jesus lhes respondeu: não é por pecado dele, nem dos que o puseram no mundo; mas para que nele se patenteiam as obras do poder de Deus." [João-IX:1-34]
A pergunta dos discípulos: "foi algum pecado deste homem que deu causa aquele nascesse cego?" revela que eles tinham a intuição de uma existência anterior, pois, do contrário, ela careceria de sentido, visto que um pecado somente pode ser causa de uma enfermidade de nascença se cometido antes do nascimento, portanto numa existência anterior.
3º) "Ora, entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, senador dos Judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele.
Jesus lhe respondeu: em verdade, em verdade, dito-te: ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." [João-III:1-12]
Não há dúvidas de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo e forma. Donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo.

Evidências Científicas

Além das evidências históricas e religiosas da reencarnação, discute-se, hoje, várias evidências de cunho científico, o que levou o parapsicólogo Hernani Guimarães Andrade a afirmar:
"Dentro de mais alguns anos, a Palingênese deixará de ser encarada como crença religiosa e passará a ser estudada exclusivamente como mais uma lei da natureza."
As principais evidências científicas da reencarnação são:

Gênios Precoces

São crianças prodígios, que desde a mais tenra idade mostram possuir conhecimentos de tal ordem à respeito de temas os mais diversos que seria impossível explicá-los sem a certeza de que viveram antes.
Amadeus Mozart tocava piano aos 3 anos e violino aos 4 anos sem nunca ter visto um.
Pierino Gamba foi maestro aos 11 anos. Pascal, matemático francês discutia matemática e geometria aos 12 anos.
Miguel Angelo, com a idade de 8 anos, foi dispensado pelo seu professor de escultura poque este já nada mais tinha a ensiná-lo.
Kardec, examinando a questão pergunta aos benfeitores como entender este fenômeno [LE-qst 219] e eles dizem:
"Lembrança do passado, recordação anterior da alma."

Recordação Espontânea de Vidas Passadas

Caracteriza-se pelo fato de pessoas, especialmente crianças passarem a se recordar espontaneamente de vidas anteriores.
Vários pesquisadores têm-se dedicado ao estudo deste fenômeno, tentando confrontar as declarações das pessoas com fatos reais que poderiam confirmar as informações. Dois desses pesquisadores se destacaram nos últimos anos: Prof. Benerjee, diretor do Instituto Indiano de Parapsicologia da Índia, que chegou a catalogar mais de 1000 casos comprovados de recordação de existências passadas e o Dr. Ian Stevenson, notável neurologista americano que escreveu [Vinte Casos que Sugerem Reencarnação].

Regressão de Memória a Vidas Anteriores

Inúmeros casos têm surgido de pessoas que passam a relatar vivências anteriores durante o fenômeno, hoje relativamente comum, de regressão de memória.
No final do século passado, o pesquisador francês Alberto Rochas, realizando experiências com regressão de memória conseguiu levar uma das suas pacientes a uma existência precedente. A partir daí vários outros cientistas, em diversas partes do mundo, começaram a desenvolver essas técnicas, conseguindo anotar milhares de referências concordantes com o princípio da Palingênese.
Recentemente, este processo foi desenvolvido com fins terapêuticos, onde psiquiatras espiritualistas se utilizam de técnicas apropriadas para, através da regressão de memória, dissolverem condições neuróticas de pacientes psiquiátricos. Esses processo, ainda no campo experimental, portanto não aceito pela Ciência Oficial, recebeu o nome de T.V.P. (Terapia de Vidas Passadas).

Pluralidade X Unicidade das Encarnações

A reencarnação se baseia nos princípios da misericórdia e da justiça de Deus.
Na misericórdia divina, porque, assim como o bom pai deixa sempre a porta aberta a seus filhos faltosos, facultando-lhes a reabilitação, também Deus - através das vidas sucessivas - dá oportunidade para que os homens passam corrigir-se, evoluir e merecer o pleno gozo de uma felicidade duradoura. Emmanuel chega a dizer que "a reencarnação é quase o perdão de Deus."
Na lei de justiça, pois os erros cometidos e os males infligidos ao próximo devem ser reparados durante novas existências, a fim de que, experimentando os mesmos sofrimentos, os homens possam resgatar seus débitos, passando a conquistar o direito de serem felizes.
A unicidade das existências é injusta e ilógica, pois não atende às sábias leis do progresso espiritual.
É injusta, porque grande parte dos erros humanos é resultante da ignorância e, numa só vida, não nos é possível o resgate de nossos erros, principalmente quando o arrependimento nos sobrevêm quase ao findar da existência. É preciso que se dê oportunidades ao arrependido para que ele comprove sua sinceridade através das necessárias reparações.
É ilógica, porque não pode explicar as gritantes diferenças de aptidões das criaturas desde sua infância; as idéias inatas, independentemente da educação recebida, que existem nuns e não aparecem em outros; os instintos precoces, bons ou maus, não obstante a natureza do meio onde nasceram.
As reencarnações representam para as criaturas imperfeitas valiosas oportunidades de resgate e de progresso espiritual.
Só a pluralidade das existências pode explicar a diversidade dos caracteres, a variedade das aptidões, a desproporção das qualidades morais, enfim, todas as desigualdades que ferem a nossa vista.
Fora dessa lei, indagar-se-ia inutilmente porque certos homens possuem talento, sentimentos nobres, aspirações elevadas, enquanto muitos outros só tiveram em partilha tolices, paixões e instintos grosseiros.
A influência dos meios, a hereditariedade, as diferenças de educação não bastam para explicar essas anomalias. Vemos os membros de uma mesma família, semelhantes pela carne e pelo sangue, educados nos mesmos princípios, diferençarem-se em bastantes pontos; personagens célebres têm descendido de pais obscuros e destituídos de valor mora.
Para uns a fortuna, a felicidade constante e para outros a miséria, a desgraça inevitável? Para estes a força, a saúde, a beleza; para aqueles a fraqueza, a doença, a fealdade? Por que a inteligência aqui e a imbecilidade acolá? Por que há raças tão diversas? Umas inferiores a tal ponto que parecem confirmar com a animalidade e outras favorecidas com todos os dons que lhes asseguram a supremacia? E as enfermidades inatas, a cegueira, a idiotia, as deformidades, todos os infortúnios que enchem os hospitais, os albergues noturnos? A hereditariedade não explica tudo e muitas aflições não podem ser consideradas como resultados de descuidos, excessos e invigilância.
Por que também as crianças mortas antes de nascer e as que são condenadas a sofrer desde o berço? Certas existências acabem em poucos anos, em poucos dias, outras duram quase um século.
Os que defendem a unicidade das existências afirmam que isto se deve ao acaso ou constitui-se um mistério divino.
Mas quando passamos a admitir a idéia de que já vivemos muitas vezes e voltaremos a viver outras tantas, tudo se esclarece, tudo se torna compreensível e Deus, Justo, Bom e Caridoso cresce diante do homem.

Bibliografia

  1. Livro dos Espíritos - Allan Kardec
  2. O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
  3. O Problema do Ser, do Destino e da Dor - Leon Denis
  4. A Reencarnação e Suas Provas - Carlos Imbassay
  5. Reencarnação - Gabriel Dellane
  6. Depois da Morte - Leon Denis
  7. A Memória e o Tempo - Hermínio Miranda

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Texto de Joanna de Angelis: PORQUE QUERES


Que os Espíritos burlões e maus perturbam os homens, nisto comprazendo-se, não há dúvida.
Lúcidos e folgazões, frívolos quão perversos, prosseguem, além do corpo, consoante foram antes da desencarnação.
Invejando ou odiando aqueles que se esforçam e se esmeram para evoluir, intentam, por todos os meios possíveis, envolvê-los nas suas redes e tramas sórdidas.
Inspiram, aturdem, criam situações embaraçosas, insistindo na manipulação dos seus objetivos infelizes, entregando-se a tais misteres nos quais se crêem realizados.

Turbados e ignorantes em relação às Leis da Vida, supõem-se "braços da Justiça" ou livres para agir conforme as próprias aspirações.
Interferem, desse modo, na conduta humana, os Espíritos zombeteiros e impiedosos, gerando sofrimentos.

Há, naturalmente, em todo intercâmbio, uma reciprocidade de sintonia.
A lei de identidade moral e emocional responde pela comunhão de idéias entre aqueles que participam do mesmo conúbio.
Mantenha o indivíduo um salutar padrão mental e comportamental superior, e, de forma alguma, os Espíritos, doentes e ignorantes, encontrarão campo para os seus desideratos perniciosos.
Em toda área de comunicação a mensagem somente é recebida por quem lhe permanece na faixa de registro.
Ante, portanto, a intermitente perseguição espiritual, defrontamos um agente atuante e um paciente agradavelmente receptivo.
Isto, porém, ocorre contigo, porque o queres...

Ergue-te, mentalmente, acima das faixas vibratórias, nas quais se movimentam os Espíritos vulgares e impuros.
Resguarda-te do pessimismo e da suspeita, que são fatores propiciatórios para o desequilíbrio.
Consolida as disposições felizes, no íntimo, mentalizando o Bem e a ele entregando-te, a fim de pairares em clima superior de paz.
Medita e ora, agindo corretamente, e, se algo, ainda assim, te acontecer, compreende que é um episódio fortuito da vida, que não te merecerá maior consideração.
O processo, no qual te encontras engajado, é de evolução; resolve-te por avançar, sem as contramarchas tormentosas.

Ascendendo psiquicamente e harmonizando-te emocionalmente, far-te-ás respeitado pelos Espíritos perturbadores que, mesmo intentando molestar-te, não encontrarão receptividade da tua parte.
Recorda-te, por fim, de Jesus.
Quem O encontrou, descobriu um tesouro luminoso, e, enriquecendo-se com Ele, jamais tropeçará em sombra e aflição.
Impregna-te dEle, e sê feliz, sem mais controvérsia.

Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Psicografado por Divaldo Pereira Franco. 
Da obra: Vigilância.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reflexão

    Cura Espiritual "Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não passam de estados vibracionais da mente em desequilíbrio?" (Emmanuel) No trato com as nossas doenças, além dos cuidados médicos indispensáveis à nossa cura, não nos esqueçamos também de que, quase sempre, a origem de toda enfermidade principia nos recessos do espírito. A doença, quando se manifesta no corpo físico, já está em sua fase conclusiva, em seu ciclo derradeiro. Ela teve início há muito tempo, provavelmente, naqueles períodos em que nos descontrolamos emocionalmente, contagiados que fomos por diversos virus potentes e conhecidos como raiva, medo, tristeza, inveja, mágoa, ódio e culpa. Como a doença vem de dentro para fora, isto é, do espírito para a matéria, o encontro da cura também dependerá da renovação interior do enfermo. Não basta uma simples pintura quando a parede apresenta trincas. Renovar-se é o processo de consertar nossas rachaduras internas, é escolher novas respostas para velhas questões até hoje não resolvidas. O momento da doença é o momento do enfrentamento de nós próprios, é o momento de tirarmos o lixo que jogamos debaixo do tapete, é o ensejo de encararmos nossas paredes rachadas. O Evangelho nos propõe tapar as trincas com a argamassa do amor e do perdão. Nada de martírios e culpas pelo tempo em que deixamos a casa descuidada. O momento pede responsabilidade de não mais se viver de forma tão desequilibrada. Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos, vive sem culpa. Quando atingimos esse patamar de harmonia interior, nossa mente vibra nas melhores frequências do equililíbrio e da felicidade, fazendo com que a saúde do espírito se derrame por todo o corpo. Vamos começar agora mesmo o nosso tratamento? (Vinha de Luz - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Chico Xavier ---- Tudo Passa

Elogie do jeito certo
 
Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas.Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.
Em seguida, foram divididas em dois grupos: o grupo A foi elogiado quanto à inteligência.Uau, como você é inteligente! Que esperta você é!Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!E outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!Menino, que legal ter visto seu esforço!Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.
Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.
As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos: o ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças inteligentes não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.
Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente.
As esforçadas não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.
Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.
Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbackse incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração. – Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo... Você é ético.
Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... Você é solidária.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é tática paterna, é incentivo real.
Elogiar superficialmente é mais fácil para os educadores, pois tais expressões quase sempre são padrões e não exigem reflexão por parte de quem as diz.
Mas, os pais esforçados não devem estar atrás de soluções fáceis, mas sim das melhores soluções para a educação de seus rebentos.
Aprendamos,assim, a elogiar corretamente, reforçando comportamentos positivos, contribuindo na formação de homens e mulheres de bem.
 
Redação do Momento Espírita com base no artigo Elogie do jeito certo, de Marcos Meier,
do site www.marcosmeier.com.br .

Convite - Brasil sem Aborto

Reunião com o fundador do Movimento Brasil sem Aborto e do Instituto Espírita Vida

Data: 25 / 11 / 2011 (sexta-feira)
Horário: 19h00
Local: Av. Olegário Maciel, 1627 – Sede Federativa da União Espírita Mineira (em frente ao Shopping Diamond Mall).
Caro(a) Confrade, você está convidado a participar de uma reunião com JAIME FERREIRA LOPES, que fará uma apresentação sobre o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil Sem Aborto), na qual se integra a Federação Espírita Brasileira.
Este é um importante Movimento que luta contra a legalização do aborto em nosso país.
Nesta reunião você terá a oportunidade de conhecer:
  1. As diretrizes e propostas do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil Sem Aborto);
  2. O trabalho em defesa da vida que está sendo realizado em todo o país;
  3. Como o seu auxílio poderá fazer diferença na valorização da vida em nosso país.
A participação dos espíritas é de fundamental importância, ao lado de irmãos de outras denominações religiosas (católicos, evangélicos, grupos espiritualistas e outros)!
Sua presença poderá salvar vidas! Compareça!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MENSAGEM

Cala no peito a mágoa que te atormenta; esquece a dor sombria que te acicata a alma, dando-te pensamentos tristes e escuros;
Esquece a traição que te parece sórdida e cruel;
Perdoa, retardando em ti, os efeitos molestos do rancor e da ira.
Estuga o passo, adiantando-te, pois ali adiante muitos sofrem, praticamente, à tua soleira.
Estende a mão para servir, esquecendo de tudo, e quanto mais te absorveres no serviço, mais e mais sairás do estado mórbido da auto-piedade, compreendendo que os que te ferem estão, certamente, mais enfermos que tu.
Perdoa a traição, refletindo que, à luz da reencarnação, em tempo passado, também traíste e a tua vilania estendeu sua sombra aos dias de hoje, alcançando-te.
Transfere a mágoa e o rancor para o mais longe de ti. Em seu lugar, coloca o amor, a caridade e a compaixão.
Procura no serviço ao próximo o bálsamo para as tuas feridas e, enquanto te ocupas com as dores alheias, os Bons Amigos aproximam-se, curando-te as chagas e acalmando-te as cores.
Faze-te necessário, pelo bem servir; ávidas, quantas mãos se estendem para a tua esmola!
Vai produzindo o bem, anulando as tuas angústias, tão pequenas, diante de outras dores.
Não desistas de praticar o amor-caridade; sê constante, a fim de que te sejam retirados os espinhos que te maceram a alma.
Lembra-te d'Ele, erguido na Cruz, e amando, perseverante, pacifico, perdoando até o último momento no grabato de dor.
Ama, também tu. Ama, sem temor; não desistas de amar. Jesus te ama e te aguarda; entra sem temor na sintonia d'Ele e confia.
Preenche os teus dias pela azáfama das tarefas benfazejas, e quando te deres conta, a vida te regalará com os louros da retribuição à constância do teu amor.
Esquece para servir; serve, para esquecer; constrói para crescer; cresce para construir. Serve sempre.
Lar Espírita Chico Xavier - Psicografado por Vera Cohim pelo Espírito Amélia

VIDA FELIZ


Muita gente se compraz na transmissão de comentários infelizes, veiculando idéias e opiniões malsãs, tornando-se estafeta da insensatez. Permanece discreto diante dos maledicentes e injuriosos, que te testam as resistências, trazendo-te mensagens infames, a fim de levarem a outrem, distorcidas, as tuas palavras. O silêncio, em tais circunstâncias, é como algodão que abafa e amortece o ruído do mal em desenvolvimento. Não são teus amigos, aqueles que te trazem o lixo da noticia maldosa.




Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

domingo, 20 de novembro de 2011

CHICO XAVIER, UM DOCE OLHAR PARA O ALÉM
Editora Globo, 2010
  1. André Luiz tomou este nome emprestado de um irmão de Chico Xavier. (P. 43)
  1. Chico não fazia ideia de que, algum tempo depois de ele e Waldo Vieira haverem psicografado, em 1957, o livro “Evolução em Dois Mundos”, de André Luiz, Waldo renegaria o Espiritismo e atacaria duramente o ex-parceiro. Em 1965, após regressar de Nova York, junto com Chico, Waldo Vieira dá as costas ao Espiritismo, que ele passa a definir como “estreito demais”, e cria as bases da “projeciologia”, algo como uma ciência que estuda as projeções de consciência e experiências fora do corpo (P. 51 e 53).
  1. A obra “Mecanismos da Mediunidade”, de André Luiz, exige do leitor alguma base de conhecimento científico, porque, por seu texto, desfilam expressões e conceitos avançados de Física e eletricidade, como fótons, analogia de circuitos e corrente elétrica, entre outros. (P. 51).
  1. Muitos voltavam para suas cidades sem as mensagens dos parentes mortos, mas pacificados e retemperados em sua fé e esperança. Eles se consolavam com uma frase que Chico repetiria muitas vezes, até morrer, e que servia de explicação para o imponderável que rege a comunicação entre mortos e vivos: “O TELEFONE SÓ TOCA DE LÁ PARA CÁ.” (p. 52)
  1. Nova York, 1966. Nessa viagem, Chico e Waldo visitaram o túmulo de Marilyn Monroe, no cemitério Memorial Park, em Hollywood, onde teriam mantido contato com o espírito da atriz por meio do espírito de Humberto de Campos, a quem a ex-estrela esclarece que não se suicidou, como todos foram levados a crer pelo noticiário de sua morte. “Ingeri, quase semiconsciente, e sob profunda depressão, os elementos mortíferos que me expulsaram do corpo, na suposição de que eu tomava uma simples dose de pílulas mensageiras de sono.” A mensagem está incluída no livro “Estante da Vida”, de Humberto de Campos, psicografado por Chico. (P. 53)
  1. Em 1944, Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira são surpreendidos por um processo movido contra ambos pela viúva do escritor Humberto de Campos, dona Catarina Vergolino de Campos, e seus filhos. Como titular dos direitos autorais das obras escritas em vida por Humberto de Campos, a família ingressa com uma ação declaratória em que solicita que a Justiça determine se os livros psicografados por métodos mediúnicos são de autoria, ou não, do escritor. Caso se julgasse que não, a família pleiteava a apreensão dos exemplares em circulação, mais as sanções da lei, além da proibição do uso do nome de Humberto de Campos em qualquer publicação, e pagamento de indenização por perdas e danos. E se ficasse provado que os livros eram mesmo do espírito de Campos, que a Justiça declarasse se os direitos sobre tais obras deveriam pertencer exclusivamente à família, como detentora dos direitos sobre as obras escritas em vida, ou à Federação Espírita Brasileira (FEB), a quem Chico havia cedido os direitos autorais. Em agosto de 1944, sai a primeira sentença do “processo Humberto de Campos”. O juiz da 8ª Vara Cível do RJ conclui não haver interesse legítimo na ação proposta por dona Catarina, considerando que seu pedido constitui mera consulta, e “o Poder Judiciário não é órgão de consulta.
Isto posto, julgo a suplicante carecedora da ação proposta...” O processo ainda renderia agravos e outros recursos até a sentença final, também favorável à FEB e a Chico, dada por um acórdão da 4ª Câmara do Tribunal de Apelação do RJ, 3 meses mais tarde. (P. 38).
  1. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
  1. O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o monte Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.
  1. Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.
  1. Muitas pessoas querem que os espíritos se intrometam na sua vida e resolvam seus problemas. Ora, nem Jesus, quando veio à Terra, se propôs a resolver os problemas particulares de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho que necessitamos palmilhar por nós mesmos.
  1. Gente há que desencarna imaginando que as portas do mundo espiritual irão se lhes escancarar. Ledo engano! NINGUÉM QUER SABER O QUE FOMOS, O QUE POSSUÍAMOS, QUE CARGO OCUPÁVAMOS NO MUNDO. O QUE CONTA É A LUZ QUE CADA UM JÁ TENHA CONSEGUIDO FAZER BRILHAR EM SI MESMO.
  1. Sem a ideia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive, para a existência de Deus.
  1. Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas. Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas. Somos espíritos altamente endividados. Dentro de nós, o passado fala mais alto. NÃO PODEMOS SER TÃO SUSCETÍVEIS ASSIM.
  1. Agradeço todas as dificuldades que enfrentei. Não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.
  1. Emmanuel sempre me ensinou assim: “Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame. Se não são, não ligue para elas.”
  1. Emmanuel sempre me disse: “Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca.”
  1. Sabemos que precisamos de certos recursos, MAS O SENHOR NÃO NOS ENSINOU A PEDIR O PÃO, MAIS DOIS CARROS, MAIS UM AVIÃO... NÃO PRECISAMOS DE TANTA COISA PARA COLOCAR TANTA CARGA EM CIMA DE NÓS. PODEMOS SER CHAMADOS HOJE À VIDA ESPIRITUAL.
  1. Tudo o que criamos para nós, de que não temos necessidade, se torna em angústia, depressão.
  1. A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições. Inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo.
  1. Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: NÃO JULGAR, DEFINITIVAMENTE NÃO JULGAR A QUEM QUER QUE SEJA.
  1. SEMPRE RECEBI OS ELOGIOS COMO INCENTIVOS DOS AMIGOS, PARA QUE EU VENHA A SER O QUE TENHO CONSCIÊNCIA DE QUE AINDA NÃO SOU.
  1. Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor. Magoar alguém é terrível.
  1. DEVEMOS ACEITAR A CHEGADA DA CHAMADA MORTE, ASSIM COMO O DIA ACEITA A CHEGADA DA NOITE, TENDO CONFIANÇA QUE, EM BREVE, DE NOVO HÁ DE RAIAR O SOL.
  1. A morte é a mudança completa de casa, sem mudança essencial da pessoa.
  1. A dor de tanta gente me penetra a alma toda.
  1. Eu permito a todos ser como quiserem e a mim como devo ser.
  1. Para obter algo que você nunca teve, você precisa fazer algo que nunca fez.
  1. QUANDO DEUS TIRA ALGO DE VOCÊ, ELE NÃO O ESTÁ PUNINDO, MAS APENAS ABRINDO SUAS MÃOS PARA VOCÊ RECEBER ALGO MELHOR.
  1. Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a graça de Deus não possa protegê-lo.
Os ensinamentos enumerados de 8 a 26 estão nas páginas 104 a 109 do livro “Chico Xavier, Um Doce Olhar para o Além”, da Editora Globo”, edição de 2010.

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

★ OS DESENCARNADOS DA HISTÓRIA II - Onde eles estão?


AMIGOS,

NÃO SEI SE A FEB CONFIRMA ESTE VÍDEO.
SE ALGUÉM SOUBER, MANDE O COMENTÁRIO PARA QUE TODOS SAIBAM.

DIVALDO FRANCO - COMO OUVIR O NOSSO ANJO DE GUARDA

VIBRAÇÕES

Queridos amigos de ideal

Escrevo convidando-os a se juntarem a nós nas vibrações por do nosso querido amigo Raul Teixeira, que hoje em viagem para mais uma serie de conferências nos Estados Unidos, lá sofreu um AVC no avião em que se encontrava, sendo levado assim que possível para o hospital.

Quando recebemos a notícia, imediatamente, fizemos contato com companheiros da Florida onde, também surpresos com a noticia, buscaram o Julio seu primeiro anfitrião na viagem. Mesmo da UTI, Julio em poucas palavras, o que era possível no momento, nos informou que a situação é estável, que o AVC não foi do tipo mais agressivo, ele está consciente, embora inspire cuidados.

O que Raul Teixeira fez e continua fazendo em benefício do Movimento Espírita no Brasil e no mundo é de extensão imensurável.

Que ele receba também de nós a mais profunda gratidão e carinho. Certamente os Benfeitores o estão amparando e atendendo nas suas mais íntimas necessidades.
 Jesus nos ampare a todos

Paulo David

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

ANJOS

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naquele outros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.