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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

INTERESSANTE ARTIGO SOBRE A REENCARNAÇÃO; AS IDEIAS DA IGREJA CATÓLICA E EXPLICAÇÕES.








José Reis Chaves
Esta matéria responde, em conjunto, às colocações do católico Sr. Carlos Ramalhete, mostrando a coerência e as verdades da Doutrina Espírita, as quais se identificam plenamente com a Bíblia, a razão e a Ciência.
Primeiramente, eis os questionamentos propostos pelo Sr Carlos Ramalhete, e, em seguida, a nossa matéria em resposta ao missivista:
Reencarnação
Dos erros mais comuns hoje em dia é a crença na chamada "reencarnação", um mecanismo pelo qual uma pessoa teria várias "vidas" sucessivas, sendo uma pessoa ou outra em uma vida ou outra, vidas essas passadas por toda parte. Esta crendice é evidentemente incompatível com a Fé Cristã, com a Razão e com o próprio bom senso.
A crença na reencarnação é incompatível com a Fé Cristã
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que "Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo." (Heb 9,27), e a reencarnação pressupõe que cada homem teria várias mortes sucessivas, nascendo depois com outro nome, filho de outros pais, em outro país... segundo as crenças de alguns grupos reencarnacionistas , a pessoa poderia nascer com o sexo oposto ou não, ou até, segundo alguns (como os de tendência hinduísta, oriental), poderia nascer como animal ou como planta!
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega o valor dos Sacramentos (uma pessoa seria batizada novamente em cada "encarnação") , nega Céu, Purgatório e Inferno, nega a criação da alma humana, nega a união substancial entre corpo e alma, nega a existência de anjos e demônios, nega os privilégios da Santíssima Virgem Maria, nega o pecado original, nega a graça divina, nega toda a doutrina do sobrenatural, nega o juízo particular depois da morte, a ressurreição da carne e o juízo final.
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega a Misericórdia divina e o perdão dos pecados (segundo Allan Kardec, "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes ." - o pecado, para um reencarnacionista , nunca é perdoado!) e prega um deus que se existe não age, e se age não perdoa. Tudo seria um mecanismo em que estariam presas as pessoas, pagando em uma "encarnação" os pecados cometidos em "encarnações" anteriores, dos quais não têm lembrança ou conhecimento, sem esperança alguma de perdão.
A crença na reencarnação é incompatível com a Razão
A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão, com o raciocínio lógico mais elementar. Afinal, para que seja possível aprender com um erro, é necessário que lembremos do erro cometido. Isto ocorre não apenas com os seres humanos, mas também com os animais. Um cachorro aprende a não satisfazer suas necessidades fisiológicas no lugar errado sendo castigado quando o fez, ou sentindo o cheiro do que fez para que se lembre de seu ato. Alguém que tentasse ensinar um cachorro a controlar sua bexiga esperando a hora em que o animal não mais se lembrasse do ato proibido para, de sopetão , castigá-lo, conseguirá na melhor das hipóteses traumatizar o pobre animal, nunca ensiná-lo a segurar a bexiga. Afinal, o pobre animalzinho não saberá porque terá sido castigado!
A crença na reencarnação pressupõe um deus punitivo e sem misericórdia, ou melhor, um mecanismo que funciona por conta própria em que as pessoas são punidas em uma vida por pecados de que não se lembram, por erros que não sabem que cometeram, com o único objetivo de expiar uma falta que desconhecem totalmente ter cometido. Assim, evidentemente, não pode haver aprendizado. Como poderia uma pessoa que sofre com conseqüências de um suposto pecado em uma teórica vida passada aprender a não mais cometer aquele pecado, se ela nunca soube tê-lo cometido?! Como poderia ela saber que errou, que está sendo punida por aquele erro e que não mais deve cometê-lo, se ela não tem lembrança alguma desta suposta vida anterior e só vê as misérias que sofre e que lhe parecem absolutamente desprovidas de valor, já que não tem como ligá-las com aquilo que teria sido a causa destes sofrimentos e que teoricamente os faria justos?
A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão pelo simples fato de que não ajuda em nada uma pessoa por pecados que ela não sabe ter cometido, como não faz sentido dizer ser a mesma pessoa (ou dar a ela uma punição!) quando ela nasceu de outros pais, com outro nome, em outro lugar, sem lembrança alguma de sua suposta vida anterior, de sua personalidade nesta "vida passada", de seus erros, acertos, ignorâncias e saberes.
Uma pessoa que não fala a mesma língua, não tem a mesma cultura, nasceu de outros pais, em outro país, não se lembra da "encarnação " anterior, não tem conhecimento algum de nada do que agora o afetaria, não é nem pode ser considerada a mesma pessoa que uma sua suposta "encarnação" anterior. Qual seria o ponto em comum entre essas pessoas? Apenas uma espécie de "carnê" de pecados a pagar, que seria passado de uma pessoa/ " encarnação" para outra pessoa/"encarnação", sem que seja possível lembrar-se da origem daqueles sofrimentos, sem que seja levado nada de uma "encarnação" a outra a não ser os pecados a pagar.
Assim, podemos dizer que a crença na reencarnação pressupõe na verdade que os pecados cometidos por uma pessoa (João da Silva, nascido em Botucatu dia 25.I.65 e falecido em Belo Horizonte em 30.VIII. 97, teria por pura maldade quebrado a perna de uma criança) são pagos por outra (José de Souza, nascido em 27.IX.97 em Belém do Pará, nascido com a perna aleijada). Ora, isso não apenas é injusto como é absurdo! Não é a mesma pessoa, já que não há nada (paternidade, nome, personalidade, naturalidade, cultura, conhecimentos...) em comum, e José de Souza não teria como saber que sofre pelos pecados de João da Silva, que teria morrido e deixado assim de ser punido pelos seus pecados, passados a José para que a pobre criança os pagasse!
A crença na reencarnação, além disso, é incompatível com a Razão (ao menos quando os reencarnacionistas afirmam que todas as "encarnações" ocorrem em seres humanos e na Terra) porque a população de hoje no planeta é equivalente à soma de todas as pessoas que cá já viveram até o século passado. Assim, cada pessoa poderia no máximo estar na primeira ou segunda "encarnação".
A crença na reencarnação é também incompatível com o bom senso mais elementar e é facilmente perceptível como apenas um reflexo do eterno orgulho humano quando percebemos que praticamente todas as pessoas que acreditam em reencarnação fazem questão de citar imediatamente supostas "encarnações" anteriores como reis, rainhas, pessoas famosas... conheço umas cinco ou seis Cleópatras!
Hoje em dia, com a queda dos padrões morais da sociedade, está também na moda ter sido uma prostituta elegante de alguma corte em supostas vidas anteriores. Isto reflete apenas as ânsias das pessoas, a sua incapacidade de enfrentar a realidade, mas evidentemente não corresponde à realidade.
Os Espíritas e a Igreja
Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou o que afirmara em 1915 e em 1948:
"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."
Segundo a Lei da Igreja, "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (CDC cân . 751).
Ora, "o herege incorre automaticamente em excomunhão" (CDC cân . 1364 §1), ou seja, deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân . 1331 §1), não pode ser padrinho de batismo (cân . 874), nem de crisma (cân . 892) e não pode casar na Igreja sem licença especial do bispo (cân . 1071) nem ser membro de associação ou irmandade católica (cân . 316).
Autor: Carlos Ramalhete - Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor.

Contra-argumentos ao texto

O Cristianismo está dividido hoje em um grande número de igrejas ou correntes cristãs. A própria Igreja Católica Apostólica Romana tem suas divisões. Há católicos que assistem a uma missa todos os dia. E há católicos que passam anos sem assistir a uma missa. Há aqueles que não crêem na reencarnação, e há aqueles (a maioria) que a aceitam. Existem aqueles que não crêem no inferno e em outros dogmas católicos, e outros que, cegamente, aceitam todas as doutrinas católicas e mais as superstições católicas populares. Para os adversários do Espiritismo, é bom que se lembre aqui que a maioria dos católicos freqüenta centros espíritas e centros de Umbanda, Candomblé e Quimbanda. E uma prova de que é verdade o que estamos afirmando é que muitos padres, xingando os seus fiéis católicos, têm dito que “quando a coisa aperta para os católicos, eles correm para os centros espíritas”. E a própria Igreja afirma hoje que nela reina a unidade na diversidade. A diversidade é as divergências internas dela.
A Igreja tem muita afinidade com o Espiritismo. O Brasil é a maior nação católica do mundo, e é também a mais espírita do mundo. As Filipinas é a 2a nação católica da Ásia, e é a 2a nação espírita do mundo. De fato, a comunicação com os santos da Igreja não é com os cadáveres dos santos, mas com os espíritos dos santos. E a proibição de Moisés da comunicação com os espíritos (Dt. 18,11) não é de Deus, pois não está no Decálogo. Ademais, ela prova-nos que existe a comunicação com os espíritos, senão Moisés não a iria proibir. Não seria ele louco de proibir uma coisa que não existe. Mas Moisés mesmo se contradiz, com relação a esse assunto, permitindo a Eldade e Medade que recebam espíritos (Nm 11,26-29). E, se fôssemos obedecer a tudo determinado por Moisés, iríamos contra os Dez Mandamentos. Por exemplo, ele manda assassinar a pedradas todos os que se comunicam com os espíritos (Levítico 20,27).
Sabemos que Jesus e os apóstolos médiuns Pedro, Tiago e João, na Transfiguração, entraram em contato com os espíritos de Moisés e Elias. E para aqueles que dizem que Elias foi para o céu vivo, com seu corpo de carne, lembro-os de que Elias continuou na Terra depois do episódio de ter subido em uma carruagem de fogo, pois Jeorão, rei de Judá, recebeu de Elias uma carta, alguns anos depois do citado episódio evolvendo o desaparecimento de Elias numa carruagem de fogo (2 Crônicas 21,12).
Quanto à posição da Igreja em relação não só ao Espiritismo, mas também, a outras religiões, estão caducas aquelas condenações dos bispos brasileiros, de 1915, 1948 e 1953, como estão caducas as leis canônicas que regiam a Inquisição. Valem para hoje as decisões constantes da “Lumem Gentium” do Concílio Vaticano II. E ninguém é mais excomungado porque participa de alguma cerimônia ou evento não católicos.
Alegam muitos religiosos cristãos fundamentalistas que o pagamento de pecados pelas reencarnações é incompatível com a razão, porque o indivíduo não se lembra do pecado que está pagando. A criança não sabe que a panela quente no fogão queima seu dedo, e, no entanto, ela se queima assim mesmo sem saber o motivo e sem saber sequer que ela está cometendo um erro. Incompatível com a razão é o indivíduo pagar pelo pecado original de Adão e Eva, e que é também contra a Bíblia. “A alma que pecar, essa morrerá: o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai a iniqüidade do filho” (Ez 18,20). E Deus quis que nós ignorássemos nosso passado para o nosso próprio bem. Se o indivíduo tem uma pessoa de sua família, vizinha ou colega de trabalho ou de estudo, que, no passado, foi um seu desafeto ou grande inimigo seu, ao saber disso, automaticamente se criaria uma barreira entre os dois. Como, pois, haveria um relacionamento amistoso, de reconciliação e amizade entre eles? Seria muito difícil acontecer a sua harmonização. E um outro tipo de problema poderia haver com a lembrança de fatos do passado. Se surgir uma oportunidade para fazermos o bem a uma pessoa, mas descobrimos que, numa vida anterior, ela foi um nosso grande amigo ou irmão, avô, filha, esposa ou esposo, certamente lhe daríamos uma atenção toda especial. Mas não teríamos mérito! E, sem dúvida, ficaríamos perplexos e mesmo traumatizados, se soubéssemos o que já fizemos de errado no passado! Como se vê, é bom, em todo sentido, nós ignorarmos o nosso passado, como é bom ignorarmos também o nosso futuro. Aliás, tudo o que Deus faz é bom e mais do que certo. E, por isso, temos no Velho Testamento um texto reencarnacionista sobre esse assunto específico que acabamos de ver: “Somos de ontem e nada sabemos” (Jó 8,9). Esse ontem não é um passado de 24 horas, mas um passado longínquo, como se pode ver pelo contexto bíblico.
Mas há um outro texto bíblico, agora do Apóstolo Paulo, muito usado contra a reencarnação. É quando Paulo fala que Jesus morreu uma vez só, como o homem morre uma vez só (Hb 9,27). Esse texto Paulino nada tem a ver com a reencarnação nem a favor dela nem contra ela. A palavra homem vem do Latim “humus”, água com terra ou barro, da qual se originou a palavra, também latina, “homo”, homem em Português. De fato o homem morre uma vez só “e bem morrido”. “Aquele que desce à sepultura, jamais se levantará” (Jó 7,9). Além de esta afirmação do Livro de Jó nos mostrar como o homem era visto pelos semitas, ou seja, pelo seu lado fenomênico, material, mostra-nos também que a ressurreição não é do corpo, mas do espírito, pois jamais subirá o que desce à sepultura, isto é, o corpo, a carne. Realmente, a ressurreição do corpo é do Credo da Igreja. Mas a da Bíblia é do espírito. “Temos dois corpos, um da natureza e outro espiritual; ressuscita o espiritual” (1 Co. 15,44). Para um dos maiores teólogos católicos da Igreja da atualidade, o espanhol André Torres Queiruga, a ressurreição, inclusive a de Jesus Cristo, é também do espírito (“Repensar a Ressurreição”, Ed. Paulinas). Quando o espírito reencarna, ele ressuscita (ressurge) na carne. Quando o homem morre, seu espírito ressuscita no mundo espiritual, até que, um dia, o espírito fique por lá. “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá” (Ap. 3,12)
Sobre a nossa personalidade, nós temos duas: uma geral do espírito, a que pertence o inconsciente, e outra particular para cada vida do espírito na carne, da qual é o consciente. E é o consciente que funciona, quando estamos em vigília ou estado normal de consciência. O consciente não se lembra de vidas passadas. E é por isso que só nos lembramos de episódios de outras vidas, quando estamos em estado alterado de consciência, isto é, o estado em que funciona o nosso inconsciente. O estado de consciência normal ou não alterado é o de Beta (vigília), quando estamos acordados ou com o consciente em funcionamento. Já os estados alterados de consciência, em que funciona o inconsciente, são o de Alfa, isto é, o de quando estamos quase dormindo ou quase acordando (a pessoa fica meio grogue). O estado de Teta se dá quando temos um sono leve. Delta é quando estamos em sono profundo. E como já foi dito, as lembranças de episódios de encarnações passadas ocorrem nesses estados alterados de consciência, muito raramente quando o indivíduo está em Beta (vigília).Neste estado de Beta, as lembranças só acontecem de modo indireto ou em forma de tendências, inclinações, talentos.
Os adversários fundamentalistas da reencarnação alegam que ela é contrária às doutrinas da Igreja. Em outros termos, a Igreja não a aceita. Mas nem tudo que não é aceito pela Igreja está errado. E, às vezes, acontece até o contrário, estando errado o que foi aceito pela Igreja, de que são exemplos a Inquisição, as Cruzadas e as guerras ou conflitos religiosos do passado, de que a Igreja pede hoje perdão. E eu gostaria de dizer para os católicos e evangélicos contrários à reencarnação que ela foi aceita pelo Cristianismo Primitivo, tendo sido só condenada no Concílio Ecumênico (553), por influência do Imperador Justino e sua esposa Teodora. Como o fenômeno da reencarnação nunca foi condenado por Jesus e a Bíblia, pelo contrário, em Jesus e nela temos várias passagens que falam direta e indiretamente sobre a reencarnação, não é, pois, estranho que ela tenha feito parte do Cristianismo dos primeiros séculos. E a própria condenação dela no citado concílio demonstra que ela era aceita por teólogos cristãos. E entre eles gostaríamos de destacar São Clemente de Alexandria, Orígenes, São Cirilo, o Papa São Gregório Magno, São Justino, autor de “Apologia da Religião Cristã”, São Gregório Nazianzeno etc.
E a reencarnação não é uma doutrina só dos espíritas. Ela é universal, tendo hoje o respaldo de vários segmentos da ciência, como a Terapia de Vivências passadas (TVP), exercida por milhares de médicos, psicólogos, parapsicólogos e até por físicos, como o francês radicado nos Estados Unidos, Patrick Drouot. Pode haver falhas nessas regressões. Por exemplo: interferências de entidades, as quais podem identificar-se falsamente, trazendo confusão de identidade ao inconsciente da pessoa que regride e ao seu terapeuta. Por isso, os terapeutas da TVP devem ser bem preparados nos seus cursos de Pós-Graduação. Uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, encomendada pela Igreja Anglicana (Inglaterra), com base em 2.000, 4.000.000.000 de pessoas, isto é, 2/3 da população da Terra, crêem na reencarnação. E essa doutrina não é incompatível com a Doutrina Cristã nem com a lógica e a razão. E o clero católico e os pastores são contra ela, porque ela nos mostra que a salvação depende da vivência do Evangelho do Cristo, enquanto que o clero católico e os pastores querem “vender” para nós a salvação! “Os homens não perdoam as doutrinas que lhes fazem perigar os interesses” (Salomon Reinach). Mais sobre a reencarnação no nosso livro “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência”.
Jesus Cristo é o nosso Redentor, no sentido de que Ele foi o Enviado do Pai para nos trazer a mensagem do Evangelho. Mas, se fosse o sangue de Jesus que nos remisse, não precisaríamos fazer nada. Poderíamos nos esbaldar! E o próprio Jesus disse: “Ninguém deixará de pagar até o último centavo”. Se fosse, pois, o sangue Dele que nos redimisse, não teríamos que pagar nem o primeiro nem o último centavo do preço de nossas faltas! E esse ensino do Mestre nos deixa claro, também, que pago o último centavo, estaremos quites com a Justiça Divina, não tendo nós que pagar mais nada, porquanto, a justiça divina é perfeita. E isso derruba por completo as chamadas penas eternas.
Quanto aos sacrifícios, Jesus disse: “Basta de sacrifícios!” Destarte, o sangue derramado de um ser humano ou de um animal não acalma Deus, o Pai, nem faria despertar em Deus sua misericórdia para nós, pois Deus é imutável. Aliás, a sua misericórdia por ser infinita, não poderia ser aumentada nem diminuída com nenhuma espécie de sacrifício, muito menos humano e de um homem justo e inocente como foi Jesus. E Deus não é um espírito de baixo astral, que se compraz com sangue derramado.
Sabemos hoje, também, que não há inferno geográfico eterno, nem de fogo propriamente dito, como o entendiam (uns fingiam entender), por ignorância os teólogos do passado e muitos ainda de hoje o entendem. O fogo do inferno bíblico é figurado, é no sentido esotérico e não exotérico. Muitos líderes religiosos de hoje fingem que crêem ainda nessas coisas, para amedrontarem seus fiéis e, assim, poderem manipulá-los melhor. Ademais, poucos sabem que o termo “eterno” vem de uma palavra grega, “aionios”, que quer dizer um período longo, mas que tem fim! E hoje, 150 anos depois do ensino espírita, a Igreja passou a ensinar também que o inferno não é um local geográfico, mas um estado de consciência, ou seja, o contrário do reino de Deus, que está dentro de nós, em forma ainda, às vezes, de semente ou em estado potencial, como diz a filosofia. E, por conseqüência, o Paraíso ou Céus (no plural, tradução correta de “Caeli”, como consta da Vulgata de São Jerônimo), está também em nós. “O reino de Deus está dentro de vós mesmos”.
Jesus disse que não veio condenar o mundo, mas salvar o mundo. E, como vimos, Ele salva o mundo com o seu Evangelho. Uns querem dizer que o Espiritismo e a reencarnação anulam todo o sacrifício de Jesus. Na verdade, o Espiritismo não aceita o sangue de Jesus como sendo resgate de nossos pecados, mas valoriza, sim, o sacrifício de sua vinda ao nosso mundo e de sua morte, tudo para trazer para nós a mensagem do Pai. E tanto é verdade isso, que o Espiritismo incentiva todos a porem em prática essa mensagem do Pai. Realmente, é vivenciando o Evangelho do Mestre dos mestres, que nós vamos nos aperfeiçoando em nossa caminhada em direção à perfeição do Pai. “Fora da Caridade não há salvação” (Allan Kardec). “A fé sem obras é morta” (São Tiago). “Posso ter uma fé que remove montanha, mas se eu não tiver caridade, não sou nada” (São Paulo). E o Nazareno não ensinou que é crendo em determinados dogmas criados pelos teólogos, quando eles nem conheciam ainda direito a Bíblia, que nós nos tornamos seus discípulos e nos salvamos, mas por nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou.
O espírita é aquele, pois, que procura seguir o verdadeiro ensino de Jesus, já que busca, como foi dito, a vivência do seu Evangelho. E o Espiritismo crê de fato na misericórdia infinita de Deus, pois, para nós espíritas, essa misericórdia divina é tão ampla, que Deus nos dá quantas chances (reencarnações) forem necessárias para a nossa salvação. Em outras palavras, para o Espiritismo, a misericórdia divina é infinita mesmo, ou seja, é incondicional e é para todo o sempre. É como nos mostra a Parábola do Filho Pródigo, em que o Pai de Misericórdia está sempre com os braços abertos para abraçar a qualquer filho seu, pois Deus não faz exceção de pessoas. Basta que um filho seu “entre em si”, como diz a Parábola, e queira voltar para Ele, pois o Pai, que é perfeito, respeita totalmente o nosso livre-arbítrio, para quando quisermos, como quisermos e onde quisermos despertar para a verdade que liberta, pois somos espíritos imortais e filhos de um Pai tão amorável, que nos ama mais do que nós mesmos nos amamos!

REENCARNAÇÃO

O que é a Reencarnação? Para que serve?Reencarnar é voltar a viver num novo corpo físico. É uma nova oportunidade de aprendizado, como prova do amor de Deus para seus filhos. Só através da reencarnação se prova a justiça e a bondade de Deus, pois é a única explicação racional para as desigualdades sociais existentes no mundo. Como explicar o fato de crianças que morrem em tenra idade, enquanto outras criaturas vivem quase 100 anos? Como explicar os que nascem com saúde perfeita, enquanto outros nascem com deficiências físicas grosseiras? Somente a reencarnação nos dá a chave desse "mistério". Com as múltiplas experiências na carne, temos a chance de adquirir e aprimorar conhecimentos que ainda nos faltam nos campos do intelecto e da moral. Além de reatar as amizades com nossos inimigos e reparar erros do passado. Quando estivermos evoluídos moral e intelectualmente, não mais necessitaremos reencarnar.
Quantas reencarnações tivemos e teremos?Não se pode precisar o número de reencarnações que uma pessoa já teve, pois isso depende do estado evolutivo em se encontra o Espírito. Uns evoluem mais rápido por seu maior esforço, portanto necessitam de passar menor número de vezes na carne, outros são mais lentos permanecendo mais tempo no mundo de sofrimentos. Tudo dependerá de nós. Quanto mais rápido progredirmos moral e intelectualmente, menos encarnações teremos que sofrer. Quando nosso Espírito tiver alcançado todos os graus de evolução moral e intelectual, seremos Espíritos puros. Um exemplo de Espírito puro é o Mestre Jesus.
E quando chegarmos à perfeição, o que faremos?Seremos encarregados de cumprir os desígnios de Deus, colaborando com a manutenção da ordem universal e transformando-nos em Seus mensageiros nos mais diversos mundos habitados. O trabalho nunca acabará, pois a criação divina é incessante e há diversos mundos em faixa de evolução diferentes. Os Espíritos fazem parte do conjunto de inteligências que governam o Universo, mas, em termos de existência, estão ligados a Deus assim como as folhas em uma árvore.
O Espírito sempre reencarna no mesmo sexo?Não, pois o Espírito necessita vivenciar as experiências específicas aos dois sexos, como aprendizado para seu aprimoramento moral e intelectual. A escolha de cada sexo, depende da prova ou expiação que se deve passar. Não é verdadeira a idéia de que a cada encarnação o Espírito mude de sexo. Às vezes, vive diversas vidas com um mesmo sexo, para só depois situar-se em outro campo da sexualidade. Também não é correto o pensamento de que a homossexualidade é produto da mudança de sexo do Espírito antes da sua encarnação. O homossexual é um ser em desequilíbrio moral ou vivencia uma vida resgatando um passado delituoso.
Por que não nos lembramos das nossas vidas passadas?O esquecimento temporário das vidas passadas é uma necessidade. Não devemos nos lembrar das vidas passadas enquanto estamos encarnados, e nisso está a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, irmãos, pais e amigos, que, presentemente, se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso a reencarnação é uma bênção de Deus para seus filhos. As lembranças de erros passados certamente trariam desequilíbrios de toda ordem, uma vez que estamos muito mais perto do ponto de partida do que do ponto de chegada, em termos de caminhada evolutiva. Depois de desencarnado, normalmente nos lembramos de parte desse passado, conforme o grau evolutivo em que nos situamos.
Como posso saber das minhas outras encarnações?Convém, por enquanto, não saber. Allan Kardec nos mostra com coerência e bom senso, que não devemos buscar saber o que fomos noutras vidas. Os Espíritos estão todos sujeitos à lei de evolução e, por isso, quando se remonta ao passado, depara-se com situações morais bem piores do que aquela em que atualmente se encontra. Ao recordarmos experiências infelizes de outras vidas, certamente ficaríamos perturbados mentalmente. Seria muito difícil para alguém viver uma encarnação, sabendo que fora noutras existências um assassino cruel, ou alguém que tivesse tirado a própria vida. Assim, o esquecimento das vidas passadas ajudaria, por exemplo, um rei que agira com irresponsabilidade no passado, e que foi condenado a viver encarnado numa favela. Ele aproveitaria sua encarnação, sem que as lembranças da boa vida que tivera o perturbasse. Do mesmo modo, um antigo inimigo poderia reencarnar como nosso filho, facultando assim as condições de reparar erros e extinguir mágoas. A lembrança de outras vidas seria um tormento para a vida de relação e impediria a ação inteligente da Lei, contribuindo para a melhoria do Espírito. Mas, não podemos nos esquecer que o esquecimento do passado é apenas momentâneo. Na vida espiritual as recordações voltam à mente do Espírito com naturalidade, segundo as condições evolutivas de cada um. Só em casos excepcionais Deus permite que durante a vida carnal, o homem saiba de alguns fatos ligados ao seu passado.
Qual o tempo que separa as encarnações?Não há tempo definido, pois depende da necessidade do Espírito em depurar-se, expandindo seus conhecimentos intelectuais e morais, passando por provas e expiações. Quanto mais endividado com a Lei de Deus, menos tempo permanece o Espírito no mundo espiritual. Digamos que aqui seja o local onde se pagam as contas e se conseguem novas oportunidades de crédito. Se tem muitas dívidas e deseja novos créditos, ele vem mais freqüentemente e em menor espaço de tempo, pois quer se ver livre dos débitos e abrir novas possibilidades para sua felicidade como filho do Altíssimo. Portanto, o tempo que separa as encarnações depende da condição evolutiva do Espírito.
Os líderes umbralinos também organizam encarnações?As encarnações dos Espíritos obedecem, como tudo, a uma lei. É evidente que tudo se fundamenta em uma ordem universal e seria acreditar no caos e na desordem pensar que coisas tão importantes como a programação da vida de um ser imortal pudesse ser feito por entidades sem nenhum compromisso com o Bem, com a lei de Deus. As encarnações obedecem a um projeto divino, mesmo que aparentemente possa parecer o contrário, em algumas situações. Nada acontece sem que o Criador de todas as coisas o queira. Os Espíritos superiores trabalham em Seu nome e realizam todas as suas obras, desde os planos mais primitivos até os mais elevados.
Uma alma que atingiu a perfeição, não volta a reencarnar?A reencarnação é uma necessidade da alma imperfeita que, através das experiências na matéria, aprende o que necessita para sua definitiva libertação da ignorância e conquista do direito de viver na Vida Eterna. Os Espíritos puros não necessitam mais dessa experiência, pois já atingiram seu objetivo. Só reencarnam nos mundos materiais para cumprirem missões de grande importância, nas regiões onde houver necessidade. O maior exemplo de encarnações missionárias é Jesus.
Se o nosso arquivo desta vida e das vidas passadas se encontram gravadas em nosso perispírito e ele tende a desaparecer com a nossa evolução, como e onde ficam estes arquivos?Já dissemos em perguntas anteriores que a memória do Espírito não se encontra no perispírito. Este é um conceito retirado de livros psicografados (que não foram submetidos ao Controle Universal - inexistente) e não do pensamento dos Espíritos superiores responsáveis pela Codificação. A teoria contraria as Obras Básicas e evidentemente não encontra fundamento lógico que possa explicá-lo. A memória da individualidade se encontra na intimidade do Espírito, em seu arquivo permanente, no que se chama "sensorium comune". O perispírito é matéria. Seria uma incoerência acreditar que a coisa mais importante para Espírito, que são suas experiências vividas, pudesse estar atrelada e confinada à matéria. Veja mais sobre o assunto em perguntas anteriores, nesta mesma página.
A partir de qual momento é considerada o surgimento do ser humano: fecundação, do surgimento do sistema nervoso, ou do nascimento?A partir da fecundação já existe a ligação da alma com o corpo, embora a concretização da reencarnação se dê apenas no nascimento. O Espírito se liga ao corpo que lhe dará vida física desde o instante da concepção por um laço fluídico e entra em uma fase que Allan Kardec chamou de "perturbação", ou seja, ele vai perdendo a plenitude de sua consciência à medida que a gravidez avança, como se tivesse adormecendo. Quando nasce as lembranças de sua vida anterior estão completamente apagadas. Sobre as três últimas perguntas, sugerimos leitura das questões 344 a 360 do Livro dos Espíritos.
É verdade que a Terra passa de um mundo de expiações para um mundo de regeneração, e que este mundo praticamente começaria junto com a virada do milênio? E ainda, que muitos dos Espíritos que hoje desencarnam, se não tiverem seu campo vibratório em sintonia com esse novo mundo que se aproxima (regeneração), somente poderão reencarnar em outros planetas ainda em expiação?Sim, a Terra passa por um processo acelerado de transformação. Suspeita-se que a profunda crise humana, chamada pelos Profetas de "A grande tribulação", esteja se aproximando do nosso tempo. Não há uma época específica para o ponto crítico dessa crise e o próprio Jesus afirmou que só Deus saberia o dia exato que isso aconteceria. Disse, no entanto, que por determinados sinais seus seguidores poderiam reconhecê-la. Veja mais detalhes nas Escrituras, Evangelho Segundo Mateus, capítulos 24 e 25. Quanto aos Espíritos que desencarnam, se não tiverem condições para viver numa sociedade de regeneração, certamente serão levados para outros mundos, conforme seu próprio grau evolutivo. Claro, isso acontecerá num tempo específico. Só em períodos distintos existem migrações de Espíritos humanos para outros orbes.

ENVIADO POR TEREZA ADAID

 O QUE É SER ESPÍRITA?
                                                                                   Orson Peter Carrara

"Se consultarmos o dicionário ele nos indicará tratar-se de pessoa vinculada ao Espiritismo. Se perguntarmos a quem não é espírita, uns ironizam dizendo, por exemplo: Que os espíritas "mexem" com os mortos. Outros temem, outros permanecem indiferentes.

PARA VOCÊ, O QUE É SER ESPÍRITA?

Se indagarmos aos próprios espíritas, uns dirão que é ir ao Centro, tomar passe, ouvir ou fazer palestras, ler livros. Outros dirão que é fazer caridade.  As respostas serão várias, mas todasincompletas. " 
           TEM MELHORES RESPOSTAS QUE ESTAS?
 
Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade.
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.

Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.

Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.

Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança.
 Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
 
Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.

O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.

Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus.

Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente.
 

Anormal é não ser bom.

Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura.
 Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.

Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".
 Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre. Isto é ser espírita. Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre. "Aprendendo a lidar com as crises"

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A INFLUENCIA DOS ESPIRITOS EM NOSSA VIDA- PARTE 1

A INFLUENCIA DOS espíritos 2

A INFLUENCIA DOS ESPIRITOS

Obsessão: A dupla face de um flagelo

Por :
Vitor Ronaldo Costa






A patologia espiritual induzida pelos seres desencarnados recebe, no Espiritismo, a denominação generalizada de obsessão.
Allan Kardec, analisando-a na prática, identificou a verdadeira causa do mal e descreveu os mecanismos sutis da ação deletéria patrocinada pelo obsessor. Apesar da expressiva sintomatologia de alguns casos, para surpresa de muitos, a enfermidade não decorre da ação patogênica de nenhum vírus desconhecido, mas de um agente etiológico jamais imaginado pela Ciência, embora, largamente disseminado na crosta planetária, - o próprio homem - . Este agente é sem dúvida, um vetor de reconhecida virulência e de comportamento mutável, por ser dotado de inteligência, sentimento e vontade própria, o que lhe confere, em última análise, ampla possibilidade de ação para o bem e para o mal.
Aproveitando-se do estado de invisibilidade, o espírito desencarnado menos esclarecido, exerce a sua ação deletéria, manipulando energias fluídicas de teor densificado, extremamente prejudiciais àqueles a quem jurou vingança.
A obsessão espiritual, quando visualizada pela ótica espírita, se constitui em um dos mais antigos flagelos da humanidade, prolongando-se pelos raios de ação. Investigando-se a causa do mal, chegou-se a uma interessante conclusão: o problema é de natureza moral e engloba, na maioria das vezes, a participação culposa de ambos os personagens enredados na inditosa trama.
Vige no contexto doutrinário a seguinte postura filosófica: enquanto o homem alimentar sentimentos de ambição, ódio e vingança, a obsessáo espiritual existirá por muito tempo ainda.
Os vínculos de sintonia entre a vítima e o agressor se estreitam, na proporção direta do envolvimento emocional entre as partes, já que as deficiências morais, quase sempre, estão presentes, bilateralmente, levando-se em conta que a vítima de hoje foi o algoz do pretérito. Por isso, a consideramos um flagelo de face dupla, identificado pela semelhança de malefícios.
A dívida moral é considerada o mais importante fator predisponente da obsessão, por conta das brechas cármicas que se desenvolvem a partir da consciência culpada. Além do mais, o mal praticado contra o semelhante não só extingue junto com a dor da vítima; ele permanece vibrando em torno da psicosfera individual, constituindo-se uma espécie de morbo fluídico que, aos poucos, se enraiza na tela eletromagnética do perispírito, originando focos de baixa resistência espiritual, por onde os obsessores costumam injetar, com facilidade, os seus fluidos deletérios. Por isso, é uma ilusão pensar-se que o mal feito às escondidas, por não contar com testemunhas, nos isente dos processos retificadores.
O mecanismo psíquico, no seu complexo dinamismo, registra, na intimidade da tela consciencial, toda atitude contrária às Leis Morais da Vida, nos expondo às exigências do Princípio da Ação e Reaçao. O ato obsessivo é uma contingência decorrente da própria miséria humana, a qual predispõe o infrator ao assédio espiritual dos inimigos e vítimas de outrora. Por isso, quando em reunião específica de desobsessão, escutamos esses pobres espíritos, tão vingativos, clamarem por justiça, imaginamos o quanto de ódio lhes oblitera o raciocínio, a ponto de não se aperceberem tanto ou mais comprometidos que as suas pretensas vítimas.
A obsessão é constrangimento fluídico a comprometer o patrimônio mento-afetivo ou orgânico da criatura enfraquecido em suas defesas espirituais e, por isso mesmo, tão necessitada quanto o próprio obsessor, da terapêutica do perdão, única alternativa de cura definitiva para ambos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DECÁLOGO

1. Não grite. Converse.
A voz muito alta é semelhante a uma agressão sonora.

2. Não discuta.
O diálogo é a melhor forma de entendimento.

3. Não conte vantagens.
Muitos de nossos interlocutores possuem méritos que ainda estamos longe de adquirir.

4. Não ridicularize a ninguém.
Todos somos passíveis de errar.

5. Não critique.
Nenhum de nós está isento de observações corretivas, em nosso próprio favor.

6. Fale auxiliando.
Uma frase de compreensão e de simpatia ampara sempre.
7. Não censure a quem quer que seja.
Quando não seja exatamente por nós, precisamos de apoio verbal construtivo, em benefício de muitos dos nossos entes amados.

8. Não use palavras inadequadas ou ofensivas a essa ou àquela pessoa.
Todos precisamos do respeito de uns para com os outros, a fim de vivermos em paz.

9. Não escolha o pessimismo para liderar a sua conversação.
Não existe ninguém que não necessite de esperança e otimismo, na execução do próprio dever.

10. Nunca se arrependerá você de haver falado bem.
É pela palavra edificante que mais depressa nos deslocamos para diante, buscando as conquistas da Vida Imperecível.
(Do livro "Fé", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Bacelli, Espíritos Diversos)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Livros para download

Amigos,

nossa companheira Márcia me enviou por email os links para baixar TODOS os livros psicografados
por Chico Xavier.

Infelizmente não deu para postar aquí para voces copiarem, porisso aqueles que desejarem receber
via email, enviem para walterlaof@globo.com , email com o pedido.
Simplesmente sensacional.

Muito obrigado minha amiga.
Amigos
Recebi e estou repassando a vocês por julgar interessante ok?




Obs.: Pesquisei e achei  link http://www.divulgacaoespirita.com.br/index.php/palestras-espiritas/palestra-com-joao-ascenso-amerj-rio-de-janeiro/

João Ascenso é da AME Rio

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reunião no umbral

Pense nisso 




O chefe dos espíritos das trevas convocou espíritos obsessores para uma
convenção.

Em seu discurso de abertura, ele disse:

"Não podemos impedir os cristãos de irem aos seus templos."
"Não podemos impedí-los de ler os livros e conhecerem a verdade."

"Nem mesmo podemos impedí-los de formar um relacionamento íntimo com
Deus,
Jesus e Espíritos Elevados. Pois uma vez que eles ganham essa conexão, o
nosso poder sobre eles está quebrado.”

"Então vamos deixá-los ir para suas Igrejas, Templos ou Centros
Espíritas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que neles organizam,
MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo
algum para desenvolver um relacionamento elevado".

"Quero que vocês façam é o seguinte"- disse o obsessor-chefe:

"Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se de
Deus, Jesus ou dos
espíritos superiores."

Como vamos fazer isto? Gritaram os seus asseclas.



A Resposta do chefe:

"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, discussões ,
desavenças , inutilidades do dia-dia cobranças inúteis...e inventem
inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes."

"Tentem-nos a consumirem, a gastarem e gastarem...assim como tomar
emprestado fazendo empréstimos intermináveis..."

*"Persuadam as suas esposas e maridos a irem trabalhar durante longas
horas, trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia,
a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos
de vida fúteis e vazios"

"Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos."

"À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus
lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das
pressões do trabalho".

"Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais
escutar aquela voz suave e tranquila que orienta seus espíritos".

"Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia".

"Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a
cartazes chamativos".

"Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis,
catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos
de apostas,
ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças".

"Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que os
maridos acreditem QUEDesta forma eles se tornarão insatisfeitos com
suas próprias esposas"...

"Mantenham os casais demasiadamente cansados para se amarem, de forma
que eles procurem relacionamentos fora do casamento, isto sem dúvida,
fragmentará as suas famílias mais rapidamente."

"Dê-lhes Papai Noel, para que esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus
filhos o significado real do Natal. Induzam-nos a consumirem mais e mais...

"Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não reflitam sobre a
ressurreição de Jesus, ao invésdisso que eles consumam doces e mais doces
para prejudicarem sua saúde.

"Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo
feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!".

"Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na
natureza, para refletirem na criação de
Deus. Ao invés disso, mande-os
para parques de diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro
banais, apresentações artísticas mundanas e à TV entorpecedora. Mantenha-os
ocupados, ocupados."

"E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual,
envolva-os em mexericos e conversas sem importância, principalmente
fofocas, para que, ao saírem, o façam com as consciências comprometidas".

"Encham as vidas de todos eles com tantas causas supostamente importantes a
serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a
espiritualidade e Jesus".

*Muito em breve, eles estarão buscando, em suas próprias forças, as
soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde
e suas famílias pelo bem da causa."

"Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!" *



*Os espíritos trevosos ansiosamente partiram para cumprirem as
determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo,
ficassem mais ocupados e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa,
tendo pouco tempo para
Deus e para suas família, não sobrando nenhum tempo
para contar a outros sobre a sublimidade e o poder do Evangelho de Jesus
para transformar suas vidas.
Germana Carsten (germanacarsten@gmail.com)
GTV – Produtora VIDA
Comunhão Espírita de Brasília




Irmãos,

Na segunda-feira, 03/10, tive a oportunidade de assisti O Filme dos Espíritos.

Pois bem, lá estava eu, sentada no cinema, com pipoca e coca-cola grátis, diga-se de passagem, ansiosa para assistir não apenas à película anunciada, mais também, admirando a coragem dos irmãos de fé do grupo Mundo Maior Filmes.

E assim o filme terminou.

Fiquei comigo mesma, imaginando que sentimento era aquele que eu sentia.
Descobri, rapidamente - admiração.
Admiração por perceber que o roteiro conseguiu retratar e garimpar a essência do Livro dos Espíritos, numa história que toda ou parte dela se identifica com qualquer um de nós.

Grande sacada!
Compreendemos melhor aquilo que vivenciamos.

Quem foi até o cinemark na noite de 03 de outubro, em Brasília, acreditando encontrar mesas girantes, paredes rachando, Espíritos mandando ver, tão a gosto do cinema americano, materializações diversas ou discursos filosóficos robustos e longos, inapropriados para uma película audiovisual, saíram decepcionados.

A essência do Livro dos Espíritos fala de tudo isto, mais jamais será somente isto tudo.

O Livro dos Espíritos em sua essência fala do Movimento Natural da Vida.
Da verdade que desce redonda pelas veias da emoção.
Fala  da simplicidade do existir nas linhas do amor.
Expõe o amor leve, refinado, discreto, doce....

O Filme dos Espíritos conseguiu retratar nas entrelinhas da leveza do roteiro o objetivo estratégico da monumental obra O Livro dos Espíritos – concretizar através do alfabeto da humanidade do homem encarnado, as verdades já sabidas por muitos e ignoradas por tantos:

– As relações entre os Espíritos em seus movimentos de  vida sob as lentes da lei natural, dia após dia – lá ou aqui.  Não importa.

Veio afinar e ajustar pelo diapasão do amor, do perdão e da compreensão mútuas, estas mesmas relações.

Se estudarmos o Livro dos Espíritos e não nos tornarmos melhores do que somos?
Não o lemos, então!

Se fecharmos os olhos e perguntarmos o que nos é mais caro na vida, no mundo das emoções, com certeza vamos responder: minha esposa, meus filhos, meu pai, minha mãe, meus amigos, noiva...

Enfim, nosssos bens mais caros....entes diletos de nossa alma.

É  neste contexto que O Filme dos Espíritos nada de braçadas.

O Livro dos Espíritos está para os homens como o ar está para o bom funcionamento dos pulmões.
Pelo menos deveria estar.

Sem as verdades deste Livro como compreender que a vida é simples e bela, com todas as suas vicissitudes, alegrias e respeito, sagrados no movimento dinâmico das leis celestiais, contínuo e amoroso, promovendo a manutenção do bem entre os homens.

O Filme dos Espíritos demonstrou com simplicidade e leveza a alma do Livro basilar do Espiritismo.

Refiro-me à simplicidade do que é essencial e não ao simplismo dos ingênuos e ignorantes.

A simplicidade sem exageros, sem atavismos ou acessórios místicos infundados.

Retratou as relações entre os dois mundos e suas múltiplas existências, impactando na vida do homem comum, encarnado, hoje, no aqui e agora;
Retratou a comunicação entre os dois mundos sem grandes voleios faciais ou caricaturas psicofônicas;
Apresentou uma sessão mediúnica de paz, poucas palavras, porém profundas quando ditas, sem excessos de detalhes religiosos;
Demonstrou o funcionamento das leis irrevogáveis convergindo vidas, sem a preferência pelos grandes nomes da história ou adoração pelas encarnações em países da decantada Europa ou mesmo Egito, tão a gosto de quem ainda se apega a títulos ligados a alta corte e clero do passado;
Enfatizou bem que as dores podem começar num fato corriqueiro da vida, numa pequenina atitude impensada;
Elucidou a responsabilidade perante as causas e os efeitos do aborto e da dependência quimica;
Enfatizou que a felicidade  é  resultado da construção diária do bem em si mesmo, dia após o outro, devagar e sempre, na existência dos homens de rotina;
E por fim, empalideceu a crença popular de que os Espíritos estão a serviço contínuo de nossas consultas efêmeras;  
Cena do pai com o filho: Genial! O ponto alto do filme que marejaram meus olhos

Atuação do psicofônico: Digno do Globo de Ouro.

Enfim, parabenizo os irmãos do grupo Mundo Maior Filme pela coragem de enfrentar esta empreitada cinematográfica e pelo roteiro bem ajustado doutrinariamente.

Conseguiram evidenciar com galhardia o pra que O Livro dos Espíritos está na Terra.

O roteiro não cometeu o engano de transformar o filme numa película didática e sim falou ao coração.

Ao sair do cinema percebi uma força silenciosa, serena, singela que envolvia a todos, sem exceção.

Tarefa cumprida!
Quem era contra o livro, com certeza, encontrou um incentivo para compulsá-lo.

Quem não assistiu, faça-o!

O lançamento deste filme honra o sacrifício, espírito de renúncia e o trabalho exaustivo que Allan Kardec devotou à codificação do Livro dos Espíritos.

Divulguem!

Fora e dentro do Movimento Espírita!


Germana Carsten (germanacarsten@gmail.com)
GTV – Produtora VIDA
Comunhão Espírita de Brasília

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Excelente dica

  Filmes Espiritualistas
 
Clique no Nome do Filme e Assista Online  
 
1. A Vida é Bela 15. O Último Espírito 2. Amor Além da Vida 16.Os Outros 3. Conversando com Deus 17. O Pequeno Milagre 4.Em Algum Lugar do Passado 18. Poder Além da Vida 5. Em Nome de Deus 19. Protegida Por Um Anjo 6. Fernão Capelo Gaivota 20. Um Amor Para Recordar 7. Irmão Sol, Irmã Lua 21.Dr. Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito 8. Joelma 23º Andar + Extras 22. Eurípedes Barsanulfo - Educador e Médium + Extras 9. Manika: A Reencarnação de Uma Adolescente 23. O Espiritismo: De Kardec aos Dias de Hoje 10. Minha Vida na Outra Vida + Extras 24. Suicídio Nunca 11. Minhas Vidas com Shirley Maclaine 25. Ressurreição - Raridade - Inédito! 12. O Óleo de Lorenzo 26. Os Órfãos 13. O Pássaro Azul 27. Giordano Bruno 14. O Sexto Sentido 28. Quem Somos Nós?
 
 

Antes que seja tarde

É bastante comum pessoas, no leito de morte, desejarem aliviar a consciência. Fazem confissões apressadas de erros passados, pedindo e esperando perdão.
Acreditam que, por estarem partindo, tudo será perdoado e esquecido. Não é verdade.
Em algumas circunstâncias, revelações das faltas cometidas deixam, nos corações dos que ficam na Terra, muita mágoa e azedume.
Mágoa e azedume que, como vibrações negativas, chegarão ao Espírito liberto, perturbando-o, na vida espiritual.
Outros, antevendo a proximidade da morte, apresentam suas últimas vontades.
Dessa forma, os que os assistem nessa hora final, ficam constrangidos a executá-las, gerando-lhes, por vezes, muitos incômodos.
Moribundos há que desejam falar, mas não dispõem de voz, debatendo-se em aflição.
Por tudo isso, pensa e age de forma diversa.
Se sabes que um dia a morte te arrebatará o corpo, providencia já o que acredites necessário.
Não faças, nem alimentes inimigos. Perdoa sempre.
Desfaz, quanto antes, o mal entendido, para que, depois da morte, não venhas a te perturbar, por causa de remorsos, que serão tardios.
Se desejas presentear alguém com o que te pertença, ou almejes adquirir, providencia de imediato.
Não aguardes o tempo futuro. Ele poderá não te chegar.
Faz testamento, regulariza a doação. Executa tua vontade, agora.
Se pensas em reparar erros do ontem, toma logo a atitude.
Não relegues a outrem o acerto dos teus desatinos. E, para que não te arrependas, depois da partida, não economizes palavras e gestos aos teus amores. Acarinha, abraça, beija.
Após o desenlace, poderás desejar o retorno para dar recados e falar do amor que nunca expressastes na Terra.
Poderá ocorrer que a Divindade não te permita. Ou que não tenhas as condições para a manifestação.
Ou não encontres a quem falar e dizer.
Por ora, podes falar e agir. Faze-o.
Depois da morte, precisarás contar com quem te interprete o pensamento, quem te deseje ouvir, te sintonize.
E lembra que se não semeares afeições e simpatias, enquanto no trânsito carnal, não terás frutos a recolher na Espiritualidade.
Nem quem te recorde no mundo.
Se almejas fazer o bem, servindo à comunidade, prestando serviço voluntário, engaja-te hoje ainda.
Não aguardes aposentadoria.
Dá hoje a hora que te sobra ou conquistas, entre os tantos compromissos agendados, porque poderá acontecer que não venhas a gozar os dias que esperas.
Ou que, por circunstâncias que independam da tua vontade, necessites alongar a jornada profissional por mais alguns anos.
Vive intensamente. Matricula-te no curso de idiomas, na aula de música, pintura, bordado.
Esmera-te no aprendizado para que, ao partir, leves contigo uma grande bagagem.
De braço dado com quem amas, realiza a viagem sonhada. E fotografa tudo com o coração, para não esquecer nenhum detalhe.
A máquina fotográfica poderá falhar, por defeito técnico ou inabilidade de quem a manuseia.
Mas o teu coração não esquecerá jamais o que viveu amorosamente.
Feito tudo isso, se a morte chegar, de rompante ou te abraçar de mansinho, poderás seguir sem traumas, sem medos, em paz.
E em paz deixarás os teus familiares, os teus amigos, os teus colegas e conhecidos.
Pensa nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Antes da desencarnação,
 pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 31.10.2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pergunta: Estamos nos aproximando do dia 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens ao parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?






Resposta: Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.



Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.



A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.





Pergunta: Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?





Resposta: É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.



Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.



Um amigo incrédulo uma vez nos falou: "Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas". Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.



Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.





Pergunta: E se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como eles se mostrariam?






Resposta: Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos. Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.





Pergunta: E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?






Resposta: Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.





Pergunta: A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?





Resposta: Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável. Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.





Pergunta: No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?





Resposta: Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.





Pergunta: E existem espíritos que permanecem fixado no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?






Resposta: Sim, embora esta não seja um ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.





Pergunta: Os espíritos ligam alguma importância ao tratamento que é dado ao seu túmulo? As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?





Resposta: Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes em pouco tempo percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos. O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti. Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.





Pergunta: E que tipo de local seria este?





Resposta: O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas. Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar. Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento. Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.





Pergunta: Mas a tristeza é natural, não?





Resposta: Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranqüilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura. Dois motivos portanto para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades...Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.









Referências:



O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – questões 320 a 329



Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti